Alternativa citas por Internet

Colsubsidio cuenta con una poderosa plataforma diseñada con el fin de hacer más simple el proceso de asignación, cancelación o consulta de citas médicas online, proporcionando las opciones necesarias para que la navegación del usuario sea rápida y sencilla, por supuesto, asegurando que se cumplan los requisitos de los visitantes.. En este sentido, para iniciar el trámite de consulta de ... Citas de inmigración por Internet, gratis ... tiene a su disposición un servicio llamado INFOPASS. Éste es un sistema por Internet que permite al público fijar citas con oficiales de ... Por otra parte, resulta una alternativa mucho más cómoda, debido a que todo se realiza desde un móvil o un ordenador, pudiendo ser desde casa, el trabajo e incluso mientras se va en el transporte público. Pero, a pesar de lo sencillo que parece, conocer gente por Internet no es fácil, pues muy frecuentemente no siempre es lo que parece. Agendar citas en Salud Digna por internet. Esta es la alternativa más utilizada, por ser mucho más rápida y cómoda de realizar, ya que la puedes solicitar desde la comodidad de tu casa. Permitiéndote imprimir la constancia de cita de salud digna, los pasos para realizarla son los siguientes: Ingresa a la página oficial de Salud Digna. Encontrar el amor en línea puede ser bastante difícil hasta sin la preocupación de poder caer en las estafas románticas por Internet. Sin embargo, ya que es un hecho que existen estos romances, todos los que participan en las citas en línea tienen que aprender a ser cautelosos y a estar atentos a las tácticas de los estafadores románticos. Aplicaciones de citas por Internet, un trampolín migratorio para los cubanos Pareciera que no queda más alternativa para salir de la Isla, que el matrimonio. by Karelis García Jul 12, 2018, 6:51 am MEXICALI, BC.- La administración estatal que encabeza el Gobernador Francisco Arturo Vega de Lamadrid, a través de la Secretaría de Planeación y Finanzas informa a la ciudadanía la opción de utilizar el Sistema de Citas por Internet para los trámites de licencias de conducir. El Secretario de Planeación y Finanzas, Bladimiro Hernández Díaz, explicó que la medida […] Olvida todo lo que crees saber sobre citas en Internet. CooMeet ha creado una red innovadora de citas por vídeo que ofrece rápidas conexiones para poder hacer video chat sin tener que crear una cuenta. Habla con chicas con solo pulsar un botón y disfruta de nuevas funcionalidades que harán tu experiencia mucho mejor. Las aplicaciones y portales de citas por Internet se están consolidando hoy en día como la forma más popular para encontrar pareja y a su vez están cambiando drásticamente a la sociedad. Si por algún motivo no puedes acudir a la cita el día que te corresponde, ingresa nuevamente y selecciona la opción de Reprogramar Cita. Agendar cita vía telefónica ☎️ En caso de que no dispongas de acceso a Internet o simplemente prefieras solicitar ayuda vía telefónica, la entidad ofrece la alternativa de sacar cita en Fonacot a ...

jornalzinho do dia resumidaço

2020.09.24 22:35 MyRealNamexd jornalzinho do dia resumidaço

📰 NEWS, Ano 2, Nº 585 🗞
🗺 Notícias do Brasil e do Mundo
🗓 Quinta-Feira, 24 de setembro de 2020
⏳ 268º dia do ano
🌖 Lua Crescente 49% de visibilidade

💭 Frase do dia: Lute com determinação, abrace a vida com paixão, perca com classe e vença com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante. - Augusto Branco

✅ Hoje é dia...
• da Conscientização Para a Eliminação das Armas Nucleares
• Marítimo
• do Mototaxista
• da Fundação da Honda

😇 Santos do dia:
• Nossa Senhora das Marcês
• São Gerardo Sagredo

🎂 Municípios aniversariantes:
Fonte: IBGE
• Cachoeira Alta-GO
• Catanhede-MA
• Coreaú-CE
• Mar de Espanha-MG
• Paraibano-MA
• Santa Mercedes-SP
• São Domingos do Maranhão-MA
• São José de Piranhas-PB
• São José de Ribamar-MA
• Tramandaí-RS
• Urupês-SP

🇧🇷 BRASIL GERAL 🇧🇷
😷 Brasil acumula 4,6 milhões de casos e 138,9 mil mortes por covid-19; Ainda de acordo com a atualização, 493.022 pessoas estão em acompanhamento e outras 3.992.886 já se recuperaram. As autoridades de saúde ainda investigam 2.422 mortes.
✍ Ministro da Economia diz que reforma deve ter tributos alternativos.
✍ Governo lança edital de projeto para reduzir letalidade infanto-juvenil.
✍ Governo e líderes decidem apoiar derrubada de veto à desoneração da folha de empresas.
✍ Governo recorre de decisão que suspende convocação de peritos do INSS.
✍ Presidente Bolsonaro dará palestra para cadetes nesta quinta no Rio.
✒ Eduardo e Flávio Bolsonaro visitam aldeia em Manaus-AM.
✒ Líder diz que base de Bolsonaro no Congresso vai construir alternativa para o Renda Brasil.
✒ Não há 'ambiente político' para discutir nova CPMF, diz presidente da comissão da reforma tributária.
✒ Senado aprova três indicados de Bolsonaro para cargo de ministro do Superior Tribunal Militar.
✒ Alcolumbre diz ver 'sentimento grande' pela derrubada do veto à desoneração da folha.
✒ Senadores da Comissão do Pantanal aprovam cronograma de trabalho.
✒ Câmara instala comissão para reformar Lei da Lavagem de Dinheiro.
⚖ Gilmar Mendes suspende ação contra Alexandre Baldy.
⚖ STF mantém contribuição sobre a folha de pagamentos para o Sebrae.
⚖ TRT propõe aplicação de layoff e reversão de demissões na Embraer.
⚖ Defesa de Flordelis pede ao STF que suspenda ordem sobre uso de tornozeleira eletrônica.
⚖ MP denuncia Alexandre Frota por falsidade ideológica em alteração societária de empresa de publicidade em São Paulo.
⚖ TCU aprova auditoria para apurar falhas na fabricação e distribuição de soro antiofídico.
⚖ Defesa de Witzel volta a pedir suspensão de processo de impeachment ao STF.
⚖ Marco Aurélio envia a plenário virtual recurso de Bolsonaro para prestar depoimento por escrito.
⚖ PDT pede ao Supremo que mande Bolsonaro explicar falas na ONU sobre Amazônia e Pantanal.
⚖ MPF pede que Justiça Federal no DF decida sobre pedido de afastamento do ministro Ricardo Salles.
⚖ STF decide se Brasil pode julgar Alemanha por barco afundado por nazistas.
⚖ Volkswagen faz acordo com MPF para reparar violações dos direitos humanos durante a ditadura.
⚖ Nova fase da Lava Jato investiga se fornecedora da Petrobras pagou US$ 40 milhões em propina por contrato de US$ 2,7 bilhões.
⚖ Operação da PF apura desvios no SUS de mais de R$ 2 milhões.
⚖ PF cumpre mandados na 75ª fase da Operação Lava Jato.
📌 INSS vai aumentar capacidade de atendimento da Central 135.
📌 Enem: estudantes têm até 1º de outubro para inserir foto no cadastro.
📌 Refugiados venezuelanos podem contribuir para desenvolvimento do país.
📌 Bombeiros da Força Nacional vão combater incêndios em Mato Grosso.
📌 Promoção em massa leva 606 procuradores da AGU ao topo da carreira com salário de R$ 27 mil.
🍀 Loteria: Mega-Sena, concurso 2.302: ninguém acerta as seis dezenas e prêmio acumula em R$ 50 milhões; As dezenas sorteadas: 18 - 22 - 25 - 27 - 43 - 44.

🇧🇷 BRASIL REGIONAIS 🇧🇷
🔖 Polícia do Rio faz operação contra quadrilha que frauda bilhete único.
🔖 Alerj aprova admissão de impeachment de Witzel por unanimidade.
🔖 Câmara rejeita pedido de cassação do prefeito de Cubatão-SP.
🔖 Parque Estadual do Ibitipoca-MG reabre para visitação no dia 30 de setembro.
🔖 Fernando de Noronha vai reabrir turismo a partir de 10 de outubro.
🚒 Carretas se chocam e derramam etanol e nitrogênio na rodovia Anchieta em Cubatão-SP.
🚒 Homem cai de laje e é resgatado pelo Águia em Campos do Jordão-SP.
🚒 Carreta tomba e derrama 26 mil litros de combustível na BR-406 em Gonçalo do Amarante-RN.
🚓 Pastor é preso após abusar de menina de 13 anos em Brasília.
🚓 Polícia Federal apreende quase 750 kg de cocaína que seriam levados ao Porto de Santos-SP.
🚓 Elias Maluco morreu por asfixia mecânica, diz atestado de óbito.
🚓 Suspeito de homicídio no Ceará é preso em Santos-SP após postar foto nas redes sociais.
🚓 Pastor é preso após quatro acusações de abuso sexual contra jovens de igreja em Peruíbe-SP.
🚓 Mulher internada para fazer cirurgia some de hospital e é achada morta no Rio de Janeiro.
🐾 Onça-pintada ferida em incêndios no Pantanal é tratada com células-tronco e se recupera.
🐾 Duas aves ameaçadas de extinção são vistas em área de represa entre os municípios de Fronteira-MG e Icém-SP.
☔ Chuva no Rio de Janeiro em um dia supera média do mês.
☀ Setembro termina quente e outubro começa um forno no Brasil.

🗳 ELEIÇÕES 2020 📩
🔰 Ministro Barroso pede que partidos façam campanha contra notícias falsas.
🔰 Capitais têm mais de 24 mil candidatos a vereador aprovados em convenções; nº de registrados deve ser recorde.
🔰 Em reunião, presidentes de partidos criticam cota para negros já em 2020.
🔰 Mesmo com recorde de candidatos a vereador, percentual de mulheres concorrendo não aumenta nas capitais e segue próximo do obrigatório por lei.
🔰 Partido Novo suspende Filipe Sabará e determina interrupção de sua pré-campanha à Prefeitura de SP.
📊 Pesquisa Datafolha: Russomanno lidera disputa para prefeito de SP com 29%, e Covas tem 20%.

🌎 INTERNACIONAL 🌍
🇫🇷 Torre Eiffel é esvaziada em Paris; Não há confirmação se o esvaziamento ocorreu após uma ameaça de bomba, como informaram alguns veículos de comunicação.
🇨🇳 China promete "neutralidade carbônica" até 2060.
🇫🇷 França tem mais de 10 mil novos casos de covid-19 em um dia.
🇺🇸 Celebração do Ano Novo na Times Square, em Nova York, será virtual.
🇪🇺 UE apresenta novo Pacto sobre Imigração e promete reforçar controles das fronteiras.
🇺🇸 Policial envolvido em morte de Breonna Taylor responderá por colocar vizinhos em perigo, decide júri dos EUA; Milhares protestam após decisão.
🇪🇸 Madri pede mais médicos e policiais em meio a aumento de casos de coronavírus.
🇺🇸 Biden conquista apoio de viúva de McCain, e Trump faz comício na Pensilvânia.
🇺🇳 Recorde de frio no Hemisfério Norte, com -69,6°C, é divulgado 28 anos depois do registro.
🇸🇦 Peregrinação muçulmana a Meca será retomada em outubro.
🇧🇾 Lukashenko presta juramento em cerimônia secreta em Belarus.
🇦🇺 Ao menos 380 baleias morrem encalhadas no sul da Austrália.
🇺🇸 Trump diz acreditar que eleições de 2020 vão acabar na Suprema Corte.

💰 ECONOMIA 💲
💰 Ibovespa fecha em queda e vai ao menor patamar desde junho com exterior; dólar sobe a R$ 5,58.
💰 Federação de Bancos alerta para aumento de fraudes durante a pandemia.
💰 Mais de 1,2 mil municípios aderiram ao sistema de compras do governo.
💰 ANP realiza mais de 7,4 mil fiscalizações no semestre.
💰 Contas externas têm saldo positivo de US$ 3,7 bilhões.
💰 Desemprego subiu 27,6% em quatro meses de pandemia.
💰 Pandemia reduz em um décimo renda mundial obtida com trabalho, diz OIT.
💰 Indústria da construção mostra sinais de recuperação, diz CNI.
💰 Prévia da inflação em setembro fica em 0,45%, diz IBGE.
💰 Caixa paga auxílio de R$ 300 para beneficiários do Bolsa Família.
💰 Com superávit de US$ 3,7 bilhões em agosto, contas externas têm saldo positivo pelo 5º mês seguido.
💰 Em meio à pandemia, gasto de brasileiros no exterior em agosto é o menor para o mês em 16 anos.
💰 Cenário segue desafiador para setor hoteleiro, mas turismo de lazer já se recuperou, dizem especialistas.
💰 Custos industriais caem 1,5% no segundo trimestre.
💰 Itaúsa planeja ir às compras e comprar negócios de até R$ 2 bilhões, diz Setubal.
💰 Ações de bancos caem até 3%; Petrobras tem baixa e Vale sobe 2% apesar de commodities, enquanto Localiza, Unidas e IRB disparam.
💰 Coworkings serão alternativas para flexibilidade do trabalho no futuro, diz head da WeWork.
💰 Membros do Fed prometem manter juro perto de zero e pedem mais ajuda fiscal.
💰 Magazine Luiza é a varejista mais admirada do país, segundo ranking Ibevar-Fia.
📊 Indicadores:
🏦 Ibovespa 95734 pontos 📉
💵 Dólar Australiano R$ 3,952 📈
💵 Dólar Canadense R$ 4,176 📈
💵 Dólar Comercial R$ 5,586 📉
💵 Dólar Turismo R$ 5,88 📈
💶 Euro R$ 6,459 📈
💷 Libra R$ 7,086 📈
💸 Bitcoin R$ 58.002,34 📈
🔶 Ouro (g) R$ 334,05
⚪ Prata (g) R$ 3,9986
⛏ Minério de Ferro 62% US$ 125,73
⛽ Petróleo Brent (barril) R$ 232,13
🐂 Boi (@) R$ 254,20
🎋 Açúcar Cristal (saca) R$ 86,77
💨 Algodão-MT (@) R$ 98,06
☕ Café (saca) R$ 534,51
🌽 Milho (saca) R$ 000
🥚 Ovo (dúzia) R$ 000
🥜 Soja (saca) R$ 143,56
🥖 Trigo-PR (t) R$ 1.152,74
💰 IGP-M a.m. ago/20 2,74%
💰 IGP-M a.a. 2020 9,64%
💰 IGP-M acum. 12m 13,02%
💰 IPCA a.m. ago/20 0,24%
💰 IPCA a.a. 2020 0,70%
💰 IPCA acum. 12m 2,44%
💰 Poupança 0,12% a.m.
💰 Selic 2% a.a.
💰 CDI a.m. ago/20 0,16%
💰 CDI a.a. 2020 2,11%
💰 CDI acum. 12m 3,84%
💰 INCC a.m. ago/20 0,72%
💰 INCC a.a. 2020 3,67%
💰 INCC acum. 12m 4,60%

💓 SAÚDE, CIÊNCIA & TECNOLOGIA 🔬
💓 Médicos creem em revolução no tratamento de câncer em menos de 30 anos.
💓 Covid-19: estudo com 50 mil pessoas aponta segurança da vacina chinesa.
💓 SUS abre consulta pública sobre uso de medicamento para o coração.
🔭 Nasa anuncia programa para levar primeira mulher à Lua em 2024.
🔭 Asteroide chegará mais perto da Terra do que satélites de TV e meteorológicos.
🖱 Facebook elimina contas chinesas falsas com conteúdo relacionado às eleições americanas.
🖱 Facebook, YouTube e Twitter firmam acordo com anunciantes para combater discurso de ódio.
🖱 Pré-cadastro do sistema de pagamentos PIX vira isca para golpes na internet, alerta empresa.
🖱 Instagram Reels, concorrente do TikTok, amplia duração dos vídeos para 30 segundos.
🖱 Jeff Bezos, fundador da Amazon, anuncia escola gratuita de linha montessoriana para crianças pobres.
🖱 TikTok vai à Justiça para tentar evitar bloqueio de downloads nos EUA a partir do próximo domingo.
🖱 Firefox para Android podia ser manipulado na rede Wi-Fi para abrir sites 'sozinho'.
🖱 YouTube lança portal para explicar como sua plataforma funciona.
📊 Somente 1% de adolescentes do sexo masculino vai ao médico; Pesquisa foi feita com 267 estudantes de escolas públicas e privadas de 12 estados brasileiros de ambos os sexos, sendo 170 meninos e 87 meninas.

🏆 ESPORTES 🏆
⚽ Governo de SP mantém jogos de futebol sem público nos estádios.
⚽ Tóquio exigirá testes de covid-19 para atletas, mas não quarentena.
⚽ Observador do Olympique, Jamelli aprova Luis Henrique e segue com a mira para o mercado brasileiro.
⚽ Thiago Mendes reencontra bombeiro e policial que o socorreram em acidente de trânsito em Lyon.
⚽ Palmeiras avança em negociação para venda de Vitor Hugo a clube da Turquia.
⚽ Fifa concede registro provisório de Lucas Fasson, do São Paulo, ao La Serena, do Chile.
⚽ Ex-técnico do Atlético-AC denuncia tentativa de suborno para perder jogo e cita atleta do elenco.
⚽ Justiça dá mais dois meses para Caixa e Corinthians chegarem a acordo por dívida da Arena.
⚽ Com surto de coronavírus, Al Hilal não tem mínimo de jogadores e é excluído da Champions asiática.
⚽ Cazares está em São Paulo para realizar exames médicos e assinar com o Corinthians.
⚽ Lewandowski, Neuer e De Bruyne são os finalistas ao prêmio de melhor jogador da Europa.
⚽ Elias comunica ao Santos que não fica no clube e encaminha acerto com o Bahia.
⚽ Com R$ 110 bi, Faiq Bolkiah, o jogador mais rico do planeta assina com time da ilha de CR7.
⚽ Conmebol muda horário de Peru x Brasil das Eliminatórias por toque de recolher.
⚽ Luis Suárez é novo jogador do Atlético de Madrid.
⚽ Brasileirão: Na estreia de Thiago Neves, Sport vence o Corinthians com gol de pênalti (1x0).
⚽ Maranhense: Sampaio e Moto empatam no primeiro jogo da final (0X0).
⚽ Inglês: Na estreia de Thiago Silva, Chelsea goleia o Barnsley com hat-trick de Havertz e avança (6X0).
⚽ Brasileiro Feminino: Corinthians vence Iranduba fora de casa e lidera (2x0).
⚽ Libertadores: Com gol de Pepê, Grêmio vence o Inter no Beira-Rio e chega a 10 Gre-Nais de invencibilidade (1x0); Com dois gols contra, Athletico vence o Colo-Colo e assume a liderança do Grupo C (2x0); Palmeiras empata com Guaraní e adia classificação às oitavas (0x0); Junior Barranquilla goleia o Del Valle de virada (4x1).
⚽ Copa do Brasil: Ceará goleia Brusque e está nas oitavas de final (5x1); Botafogo segura o Vasco em São Januário e garante vaga nas oitavas (0x0).
🏀 Basquete: Calouro Tyler Herro assombra os Celtics, Heat vence jogo emocionante e abre 3 a 1 na série final do Leste.
🎾 Tênis: Luisa Stefani se garante na semifinal do WTA de Estrasburgo; Marcelo Melo faz 37 anos e comemora com vaga para as quartas de final em Hamburgo.
🏁 Fórmula 1: Projeto mostra uniformes de equipes como se fossem times de futebol.
🏈 Futebol Americano: Astro do Los Angeles Chargers tem pulmão perfurado por médico antes de jogo da NFL.
🏄 Surfe: Campeão mundial Ítalo Ferreira vence competição na França.
🎮 eSport: FIFA 21 será lançado com 17 times brasileiros e o genérico Oceânico FC.

⛪ DAS RELIGIÕES 🕌
🛐 Gospel Waguinho lança EP com participação de Ferrugem, Cristina Mel e Willian Nascimento - Samba na Harpa.
🛐 Gospel Pedro Henrique divulga novo single - O Meu Clamor.
🛐 Missionários dekasseguis: como imigrantes brasileiros espalham o Evangelho no Japão.
🛐 Papa Francisco: o princípio de subsidiariedade dá esperança num futuro mais saudável e justo.
🛐 Nomeação do Papa: diocese de Rubiataba-Mozarlândia, em Goiás, tem novo bispo.
🛐 “Eutanásia é crime contra a vida”, afirma Vaticano.

🎭 ARTE & FAMA 🌟
🎙 BTS faz discurso na Assembleia Geral da ONU.
🎙 Safadão acusa Mileide de expor o filho a festa de Halloween 'inapropriada'.
🎙 Turnê de Michael Bublê tem novas datas confirmadas para o Brasil.
🎙 Tim Bernardes canta em português no quarto álbum da banda norte-americana Fleet Foxes.
🎙 Silva lança single com gravação de canção de Gilberto Gil ouvida na voz de Gal Costa.
🎙 Aretha Marcos, filha de Vanusa, se emociona ao gravar vídeo em homenagem à cantora.
🌟 Amanda Kloots, viúva de Nick Cordero, faz vaso de cerâmica com cinzas de ator.
🌟 Anderson Di Rizzi sofre acidente doméstico.
🌟 Felipe Neto está na lista dos mais influentes da Time junto com Bolsonaro.
📺 "Sob Pressão: Plantão Covid" estreia dia 6 de outubro.
📺 'Esquadrão Suicida': Peacemaker vai ganhar um spin-off de oito episódios.
📺 Fãs pedem Rowan Atkinson como Hitler em 6ª temporada de 'Peaky Blinders'.
📺 'Supergirl': série vai terminar na 6ª temporada.
📺 SBT com Palmeiras perde novamente para Globo com Corinthians e "A Fazenda.
📺 A Fazenda: JP Gadêlha, Lidi Lisboa e Luiza Ambiel estão na segunda roça.
🎞 Disney altera data de lançamento de 'Viúva Negra' e mais outras produções.

🖤 MORTES 🖤
✝ Gerson King Combo, considerado o Rei do Soul no Brasil, de complicações diabéticas, aos 76 anos
✝ Juliette Gréco, ícone da música francesa, aos 93 anos.

📱 LIVES DE HOJE: 🎼
• Thurston Moore – 16h (Site oficial)
• Noca da Portela – 19h (YouTube)
• Dua Lipa – 19h (YouTube)
• Sylvan Esso – 19h (YouTube)
• Vitão – 20h (YouTube)
• Onze:20 – 20h (YouTube)
• Sandro DJ (Funk em casa) – 20h (YouTube)
• André Moraes – 22h (Aplicativo BeApp)
• Clap Your Hands Say Yeah – 22h (Twitch)
• Teresa Cristina - 22h (Instagram)

🔎 #FAKENEWS: Não é verdade que Filha (Lolita, de 26 anos) se casou com a mãe (Loreta, de 44 anos) na África do Sul. Fonte: Boatos..org

🛳 TURISMO ✈️
🎒 Conheça Itajaí-SC: Fazendo parte do Vale Europeu, na foz do Rio Itajaí-açu, no litoral catarinense, Itajaí tem o segundo maior produto interno bruto do estado e a maior renda per capita do estado. Colonos portugueses vindos da Ilha da Madeira e dos Açores instalaram-se na região. A partir da década de 70, Itajaí passou por um processo de dinamização de sua economia. Hoje, possui o principal porto de Santa Catarina, que também é o maior exportador de frios do Brasil. Grandes empresas multinacionais e brasileiras instalaram-se na cidade. No Turismo as praias, entre elas Molhes, Atalaia, Jeremias, Cabeçudas, Morcego, Solidão, Brava e Amores. Ampla área rural e belas paisagens naturais, com uma rica herança cultural de imigrantes alemães, italianos e portugueses. Itajaí também considerado um templo da música eletrônica no Brasil. É por onde passam os melhores DJs do planeta e acontecem as melhores festas do verão catarinense. A praia Brava também é um ponto importante para os amantes do voo livre e do surfe, inclusive a praia recebeu uma etapa do WQS, a divisão de acesso do surfe internacional. Itajaí possui um píer para navio de passageiros que serve de ponto de apoio no litoral de Santa Catarina, alfandegado, dotado de infraestrutura adequada e exclusiva para recepção de embarcação de grande porte, voltado aos cruzeiros marítimos de lazer. Sua estrutura para atracação de navios, conta com cinco Dolfins (dois de amarração e três de atracação), dez metros de calado, 220 metros de plataforma do cais, 945 metros de plataforma em concreto. O destaque é a Marejada, festa portuguesa e do pescado, é a principal festa municipal, mostrando atrações relativas ao mar e ao Açores, que acontece todos os anos durante o mês de Outubro, com uma duração geralmente entre sete e quatorze dias. É a maior festa portuguesa e do pescado do Brasil, Itajaí também é sede do Clube Náutico Marcílio Dias, agremiação esportiva de futebol e remo. Fonte: Guia do Turismo Brasil

📚 FIQUE SABENDO...
...Qual a espessura de uma folha de caderno?
⁉️ De acordo com Silney Szyszko, da Votorantin Celulose e Papel, uma folha de caderno tem a espessura aproximada de 0,074 milímetros. “No entanto, os papéis em geral são avaliados de acordo com sua gramatura, que é seu peso por metro quadrado”, explica. No caso da folha de caderno, ele diz que a gramatura costuma ser de 56, ou seja, seu metro quadrado pesa 56 gramas. Fonte: O Guia dos Curiosos

🎥 CINE DICAS 🍿
☑ O Preço do Amanhã, 2011, Ficção científica. 1h49m. Class.:12anos.
☑ Direção: Andrew Niccol. (O senhor das armas, 2005).
🎬 Num futuro não tão distante, a população mundial trabalha e luta exclusivamente por tempo. Will Salas (Justin Timberlake. Alpha dog, 2006) encontra um desconhecido que lhe doa 1 século, por um! Por um descuido de tempo, Will perde sua mãe, fazendo com que lute contra o sistema que tira tempo dos pobres em benefício dos ricos.

📲 MOMENTO TECH 🖥️
Quem não gosta de ouvir uma música, hein?
⌨️ Pode ser para focar no trabalho ou na hora do treino da academia, hoje em dia é muito mais fácil e prático para você ouvir suas músicas preferidas. Segue uma lista dos serviços mais conhecidos: Tidal, Spotify, YouTube Music, Deezer. Esqueci de falar, algumas operadoras já incluem esses serviços no seu plano de celular e você nem utiliza!

📖 BÍBLIA: Então Samuel pegou uma pedra e a ergueu entre Mispá e Sem; e deu-lhe o nome de Ebenézer, dizendo: "Até aqui o Senhor nos ajudou". 1º Samuel 7:12 🙏

☕ Que seu dia seja como a vontade de DEUS: bom, perfeito e agradável!! 🥖
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2020.07.09 13:08 silosenivengo (2 en 1) 1. “El Gobierno teme que la UE obligue a recortar el ingreso mínimo vital desde 2021” (Luca Costantini) Copete: "Sectores socialistas respaldados por Felipe González y favorables a un cambio de rumbo del Ejecutivo prevén que la crisis económica forzará a Sánchez a prescindir de [...]

 

[...] la coalición con Iglesias"

El futuro de la coalición rojo-morada pasa por el mantenimiento del ingreso mínimo vital. La Unión Europea respalda políticas expansivas para superar la crisis del coronavirus. Pero en el Gobierno de Pedro Sánchez empieza a circular el temor de que la Comisión Europea, y sobre todo el Consejo Europeo, impongan a España un retoque importante del ingreso mínimo vital a partir de enero de 2021. De ser así, las fuentes socialistas consultadas creen que se complicará la permanencia de Podemos en el Ejecutivo.
https://www.vozpopuli.com/politica/gobierno-ingreso-minimo-ue_0_1371463829.html
 

2. “Colapso administrativo del Ingreso Mínimo ante la escalada de la pobreza” (E.Colell / G. Ubieto, 08/07/2020)

Más de 400.000 personas han solicitado ya la prestación y los trabajadores de la Seguridad Social esperan que la cifra se multiplique en los próximes meses

Las familias en riesgo acuden en masa a las entidades y servicios sociales, que se confiesan desbordados

Uno de los mayores anuncios del Gobierno para mitigar la crisis social del coronavirus, el Ingreso Mínimo Vital, no está llegando a todos los hogares que más lo necesitan en Catalunya. Que por otra parte, no han hecho más que crecer durante los últimos meses. Trabajadores de la Seguridad Social, los servicios sociales y las propias entidades sociales confirman un colapso administrativo debido a la avalancha de peticiones y a la falta de personal, y agravado por la brecha digital. Pese al anuncio, se cumplen los peores pronósticos de las oenegés y algunas personas están desistiendo de pedir esta ayuda a la que tienen derecho. "Buena propuesta, pésima gestión", resumen las entidades.
"Esto es una locura, estamos asistiendo ante un colapso monumental que, de hecho, ya advertimos", denuncia Sira Vilardell, vicepresidenta de la Taula d'Entitats del Tercer Sector, al referirse a como se está aplicando el acceso a esta renta social en Catalunya que gestiona el Instituto de la Seguridad Social. En un primer momento, con las oficinas cerradas, el trámite solo se podía hacer de forma telemática. "Cerca de la mitad de las familias en riesgo social o no tienen ordenador o no pueden conectarse a Internet. Para muchos fue imposible hacer la gestión", cuenta Vilardell. Así que un gran número de gente optó por la atención telefónica. "Entonces los trabajadores no daban abasto, las línias estaban constantemente comunicando", cuenta.
El volumen de personas que han solicitado el ingreso mínimo vital crece día a día. Según datos de la Seguridad Social, más de 400.000 personas han presentado una solicitud en las primeras tres semanas. 41.000 de ellas en la ciudad de Barcelona. "No damos abasto, estamos saturados", afirma el responsable de Seguridad Social del CSIF, José Manuel Moreno. Una cifra que esperan que se multiplique durante los próximos meses, tanto por peticiones que tengan derecho a prestación, como por otras que no, pero que deberán atender igualmente. Un total de 6,7 millones de personas ya han recurrido al simulador 'on line' habilitado por el Ministerio de Inclusión para saber si encajan con los criterios.
La falta de convenios con las administraciones locales, a expensas de ir cerrándose, no descargar de trabajo a los profesionales del INSS. Su plantilla está mermada tras un ciclo de recortes. En enero del 2020 contaba con 10.376 efectivos; el 17,6% menos que hace una década. A partir de la semana pasada, cuando las oficinas de la Seguridad Social reabrieron, las colas se hicieron interminables. "Ahora se puede pedir cita previa, pero ya están todas agotadas hasta septiembre", cuenta la vicepresidenta de La Taula, que denuncia una falta de previsión y de medios para una avalancha de solicitudes que era más que previsible, cuando cientos de personas llevan meses buscando algo para comer en los bancos de alimentos tras el confinamiento.
Un trámite, el de pedir el ingreso mínimo vital, que está lejos de ser ágil y rápido. "Se necesitan documentos oficiales, un informe detallado... nosotros hemos estado más de una hora para tramitar una solicitud", se queja Vilardell. "El problema reside en que no hay manos para aceptar tantas solicitudes, y el colapso es general", resume Toni Mora, responsable de Acción Social de CCOO.

Los municipios refuerzan sus plantillas

La consecuencia es que cientos de familias se están presentando a los Servicios Sociales de los municipios para que les ayuden a hacer el trámite. "En muchos municipios del área metropolitana se han triplicado los usuarios, son personas que han perdido el empleo, no han cobrado el ERTE o vivían en la economía sumergida y se han quedado sin nada", explica Mercè Civit, referente de Servicios Sociales del Col·legi Oficial de Treball Social de Catalunya. Así que además de tramitar ayudas para alimentos, para pagar el alquiler o tramitar la dependencia, los desbordados servicios sociales ven como, además, deben ayudar a tramitar el Ingreso Mínimo Vital. "No podemos encargarnos ahora de esto", lamenta Civit.
Conscientes de este "desborde general", especialmente en el Área Metropolitana, la Diputació de Barcelona va aprobar este jueves destinar 2,1 millones de euros para que los ayuntamientos contraten más profesionales en los Servicios Sociales. Es la primera vez en diez años que no aumenta esta plantilla. "Cada ayuntamiento podrá dedicar estos profesionales a las tareas que considere más importantes, y si lo ven necesario, a ayudar a tramitar el Ingreso Mínimo Vital: lo que no puede pasar es que el colapso haga que la gente no pueda acceder a esta ayuda", avanza a EL PERIÓDICO la diputada de Asuntos Sociales, Lluisa Moret.
Mientras tanto, son las entidades sociales quienes están ayudando a tramitar el IMV a cientos de personas. Sin fondos, y desbordados por la emergencia social, contratan voluntarios y ponen horas de más para que las familias no renuncian a este derecho. "Hay muchas personas que, tras las dificultades burocráticas y el colapso tiran la toalla, no nos lo podemos permitir", insiste Vilardell.
Pero además, desde la Federació d'Entitats Catalanes d'Acció Social (ECAS) recuerdan que hay cientos de personas condenadas a la exclusión más mísera, ya que no pueden acceder a esta pestación. "Los migrantes sin papeles, los jóvenes menores de 23 años, o aquellas personas que no se pueden empadronar por la restricción de los ayuntamientos", detalla Teresa Crespo. "¿Qué alternativa les dejamos, condenados a la miseria?", se pregunta.

Preocupación en la Generalitat con la Renta Garantida

El Ingreso Mínimo Vital comienza a desplegarse sobre un sistema de rentas autonómicas que ya existían. En Catalunya, 120.000 familias cobraban la Renta Garantida de Ciutadania y los detalles sobre la compatibilidad de ambas prestaciones todavía no están definidos. El IMV prepondera sobre toda renta autonómica y el Gobierno lo ha diseñado de manera que deban ser los proyectos de renta mínima ya existentes los que se adapten a este. La Seguridad Social no tendrá en cuenta si una persona ya cobraba una renta autonómica, por lo tanto las personas en riesgo de exclusión social podrán solicitar la nueva prestación. El problema está actualmente en qué pasará con el dinero que están ingresando de la Renta Garantida de Ciutadania.
El Ministerio de Inclusión y la Generalitat todavía no han firmado un convenio que especifique la compatibilidad de ambas rentas. Lo que se puede traducir en que haya gente que, si esta situación se dilata en el tiempo, acabe cobrando las dos prestaciones y tenga que devolver en un futuro parte de la renta catalana, al superar el nivel de ingresos exigido. La firma de ese convenio no tiene fecha fijada y la Generalitat reclama al Estado premura, según fuentes consultadas de Treball, conscientes de que serán ellos que los que deberán exigir en un futuro el excedente a las familias atendidas, con las tensiones que ello puede generar.
Para ello reclaman acelerar un sistema de compartición de datos que permita a la Seguridad Social comunicar en rápidamente a la Generalitat que nuevos perceptores han pasado a cobrar el IMV. Y así Treball pueda cruzar datos, ver si son también perceptores de la Renta Garantida de Ciutadania y ponerse en contacto con ellos para reajustar dicha prestación y evitar que estas personas acumulen cobros indebidos durante meses.
https://www.elperiodico.com/es/sociedad/20200708/un-colapso-general-frena-el-acceso-del-ingreso-minimo-vital-8032033
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2019.08.17 01:26 Greyvic14 Contratar Internet

Hola a todos, verán quiero contratar el servicio de internet de cantv (ya que es el que me recomiendan, cosas que me hace dudar un poco) pero no sé cómo será el proceso, tengo entendido que es algo lento y que la cita se debe de hacer por su página, pero realmente me tienen confundido sobre cómo solicitar este servicio, llevo unos 5 años sin internet en mi casa porque nunca me había puesto a hacer esto pero llegué a un punto en donde de verdad lo necesito.
También me gustaría escuchar otras alternativas y sugerencias, gracias de antemano.
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2019.08.10 01:32 JustAThrowaway899101 Algún reditor que haya sido diagnosticado con Déficit de Atención?

TL;DR: al final y el texto en negritas. Hola mis queridos reditores. Vengo a ustedes decepcionado de mi primer acercamiento al IMSS, y a buscar recomendaciones de reditores que hayan pasado por casos similares.
Como background, tengo 21 años y soy universitario en CDMX (nacido y vivido toda la vida). Tengo ya dos años en la carrera y aproximadamente tres de sentir algo raro. Me acerqué al IMSS porque pagar los costosos medicamentos y especialistas potencialmente necesarios no está tan fácil de momento. No me sobra la lana, vaya.
Inicialmente acudí con el médico familiar y le expliqué todo lo que sentía sin nunca decirle yo que creía tener una condición en específico. Incluso llegué a creer por mucho tiempo que lo que tenía era tal vez normal, pero mi condición fue cada vez empeorando más hasta que para mí resultó insoportable. No me logro concentrar en clase, me distrae cualquier estupidez dentro y fuera de mi cabeza, leer algo que me debería tomar dos horas me toma seis, e incluso ya no puedo leer libros extensos (600 páginas o más) que ya había leído años antes por gusto y que me gustaría leer de nuevo porque simplemente a media página noto que mi cabeza estaba en otro lado y que debo volver a leer, sólo para volver hasta arriba y notar que no recuerdo bien lo que dice la página anterior sin voltear la página y ojear para recordar. Todo esto le conté al médico, quien me dijo que lo que yo tenía era Déficit de Atención (lo que anotó en mi expediente), y que sí solía suceder que estos tipos de diagnósticos se hicieran hasta la adultez. Sin embargo, como médico familiar, me envió con un especialista, el psiquiatra, con quien apenas hoy tuve la cita. Este doctor leyó mi hoja de envío, y nunca me preguntó sobre cómo me sentía ni me dio la oportunidad de explicarle lo que pude decirle al otro doctor. Desde que entré me pidió que le contara sobre mi vida diaria. A qué me dedico, con quién vivo, si estudio mucho, si lloro con facilidad. Preguntas que poco a poco comenzaron a buscar evidenciar que me sentía solo, cosa que no es para nada cierta. Yo a todo respondí con la verdad. Que soy muy feliz con la vida que me tocó y me considero afortunado porque, aún si no soy precisamente adinerado, en verdad que tengo la oportunidad de salir adelante y hago lo que me gusta. Al final me dijo el especialista que él no creía que tuviera Déficit de Atención porque esto es algo que si no tengo desde niño es porque hoy no lo tengo. Yo no sé, no soy el especialista, pero averiguando en internet, y según lo que me dijo el otro doctor, sí es común que se presente en adultos. Al final concluyó que lo que yo tenía era depresión, a lo que le pregunté acerca de mi concepción de la palabra. Le comenté que al escuchar depresión yo me imaginaba algo relacionado a la tristeza, cosa que para nada es verdad porque, repito, me gusta mi vida. Al escuchar esto, pude apreciar que se molestó y dijo que entonces yo no tenía nada con lo que él pudiera ayudar y me dijo que por su parte era todo, que me enviaría al neurólogo para ver si no está algo mal físicamente en mi cerebro, y que hasta luego.
Estoy decepcionado porque sé que lo que siento no es normal ni inventado, y pues ahora no sé qué hacer al respecto. La cita en el neurólogo no me la pudieron agendar (dijeron que volviera la siguiente semana), pero honestamente me deja triste (paradójicamente) pensar que tendré que vivir así por meses hasta que me vea otro especialista que no sé si me pueda diagnosticar por no ser su área.
TL;DR: Entonces mis preguntas para algún reditor que tenga experiencia con el Déficit de Atención. ¿Puede un neurólogo determinar lo que tengo? ¿Tengo alguna otra alternativa que no implique esperar meses viviendo así? Gracias por leer.
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2018.05.05 15:19 SiTuMeDicesVen Célibes involuntarios

Incel es el acrónimo de ‘Involuntary Celibate', o lo que es lo mismo, célibes involuntarios. Básicamente, se hacen llamar así algunas personas que no consiguen tener sexo debido a su físico o personalidad.
En la actualidad, los que se identifican como Incels suelen ser principalmente hombres centrados en su incapacidad para tener relaciones, algo de lo que culpan a las mujeres. Se trata de una subcultura online ligada a los movimientos de la derecha alternativa o 'alt-right', que además poseen su propio 'santo': Elliot Rodger, quien asesinó a seis personas antes de suicidarse hace cuatro años en California. A él es a quien rindió homenaje Minassian con el atropello masivo.
Lo curioso, es que el concepto de “Involuntary Celibate” fue acuñado por una artista torontesa en 1993. “Trataba de crear un movimiento que estuviese abierto para cualquiera y para todas las personas”, asegura. Lo que ella no podía imaginar era la reapropiación del término que tendría lugar después, y los caminos turbios que tomaría. A principios de los 90, se encontraba terminando sus estudios en estadística en la universidad de Carleton, Ottawa, y hasta ese momento, nunca había tenido relaciones sexuales, ni novio, ni nada que se le pareciera.
Más tarde, y como parte de una revisión personal de su vida amorosa, la artista acuñó el término de “Involuntary Celibate”. Su idea principal era crear una nueva categoría inclusiva en la que pudiesen tener cabida otros tipos de relaciones que fuesen más allá de las hegemónicas encorsetadas en los mandatos de género. Así que partiendo de su experiencia personal, y de cómo su vida social hasta el momento no había sido como ella esperaba, creó una web que comenzó a ser popular entre hombres y mujeres.
Sin embargo, pronto el sector masculino fue ganando peso en la comunidad que se generó. Hasta ahora. Ahora, existe un mundo en Internet en el que los hombres (Chads) y mujeres jóvenes (Stacys) sexualmente activos, son los responsables de la miseria que viven aquellos que no consiguen tener una cita.
La subcultura incel salió de las profundidades de los foros de la Red y comenzó a conocerse en 2014 tras los asesinatos de Elliot Rodger. Él lo reclamó como un acto de represalia contra las mujeres que lo habían rechazado. Tras su suicidio, dejó una página llena de autobiografías y manifiestos en los que exponía lo que él llamaba su “retorcida vida”. También relataba los motivos que le llevaron a cometer la matanza, todos ellos relacionados con el hecho de que otros habían podido acostarse con otras personas y él no, así que merecían morir.
Según David Futrelle, un periodista y escritor freelance que lleva siguiendo los movimientos por los derechos de los hombres, o Men’s Rights Activists desde hace tiempo, esa podría ser básicamente la premisa del movimiento incel. Y por supuesto, ahí comenzó la canonización digital de Rodger.
Futrelle, que mantiene un blog en el que realiza un seguimiento de estos grupos, asegura que los incel son una de las ramas más grandes del movimiento supremacista masculino. “Lo que hace que la subcultura incel sea tan peligrosa para los jóvenes que se involucran en ella, es que toma la amargura y tristeza que a veces sentimos cuando nos enfrentamos a frustraciones sexuales y románticas y las convierte en una forma de ser”, asegura.
Así que, en lugar de animar a los jóvenes a superar sus decepciones y a aprender de sus errores, los incel los alientan a alimentarse de su propia amargura y a culpar a todos los “chads” y “stacys” por sus males. Y especialmente a las “stacys” por su falta de amor y sexo.
Para Judith Taylor, profesora de la Universidad de Toronto y especialista en estudios de Género, la gente no se une a los incel “porque estén específicamente tristes sobre el hecho de no tener sexo. Creo que ellos se sienten realmente solos, se sienten incomprendidos; se sienten socialmente desplazados”.
Después de todo, puede que la soledad sea la que está detrás de todo. El aislamiento y la falta de lazos sociales son cuestiones cada vez más problemáticas en las sociedades occidentales. Así que quizás arrastre más inconvenientes de los que conocemos, aunque en algún momento saldrán a la superficie.
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2017.08.11 21:54 feedreddit Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana
by Lee Fang via The Intercept
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Para Alejandro Chafuen, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.
Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.
Nos últimos 10 anos, os governos de esquerda usaram “dinheiro para comprar votos, para redistribuir”, diz Chaufen, confortavelmente sentado no saguão do hotel. Mas a recente queda do preço das commodities, aliada a escândalos de corrupção, proporcionou uma oportunidade de ação para os grupos da Atlas Network. “Surgiu uma abertura – uma crise – e uma demanda por mudanças, e nós tínhamos pessoas treinadas para pressionar por certas políticas”, observa Chafuen, parafraseando o falecido Milton Friedman. “No nosso caso, preferimos soluções privadas aos problemas públicos”, acrescenta.
Chafuen cita diversos líderes ligados à Atlas que conseguiram ganhar notoriedade: ministros do governo conservador argentino, senadores bolivianos e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff – um exemplo vivo dos frutos do trabalho da rede Atlas, que Chafuen testemunhou em primeira mão.
“Estive nas manifestações no Brasil e pensei: ‘Nossa, aquele cara tinha uns 17 anos quando o conheci, e agora está ali no trio elétrico liderando o protesto. Incrível!’”, diz, empolgado. É a mesma animação de membros da Atlas quando o encontram em Buenos Aires; a tietagem é constante no saguão do hotel. Para muitos deles, Chafuen é uma mistura de mentor, patrocinador fiscal e verdadeiro símbolo da luta por um novo paradigma político em seus países.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à esquerda, dentro de um carro em direção ao aeroporto, onde pegaria um voo para a Nicarágua nos arredores de San José. Domingo, 28 de junho de 2009.
Foto: Kent Gilbert/AP
Uma guinada à direita está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente. Essa alteração pode parecer apenas parte de um reequilíbrio regional causado pela conjuntura econômica, porém a Atlas Network parece estar sempre presente, tentando influenciar o curso das mudanças políticas.
A história da Atlas Network e seu profundo impacto na ideologia e no poder político nunca foi contada na íntegra. Mas os registros de suas atividades em três continentes, bem como as entrevistas com líderes libertários na América Latina, revelam o alcance de sua influência. A rede libertária, que conseguiu alterar o poder político em diversos países, também é uma extensão tácita da política externa dos EUA – os _think tanks_associados à Atlas são discretamente financiados pelo Departamento de Estado e o National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia – NED), braço crucial do _soft power_norte-americano.
Embora análises recentes tenham revelado o papel de poderosos bilionários conservadores – como os irmãos Koch – no desenvolvimento de uma versão pró-empresariado do libertarianismo, a Atlas Network – que também é financiada pelas fundações Koch – tem usado métodos criados no mundo desenvolvido, reproduzindo-os em países em desenvolvimento. A rede é extensa, contando atualmente com parcerias com 450 _think tanks_em todo o mundo. A Atlas afirma ter gasto mais de US$ 5 milhões com seus parceiros apenas em 2016.
Ao longo dos anos, a Atlas e suas fundações caritativas associadas realizaram centenas de doações para _think tanks_conservadores e defensores do livre mercado na América Latina, inclusive a rede que apoiou o Movimento Brasil Livre (MBL) e organizações que participaram da ofensiva libertária na Argentina, como a Fundação Pensar, um _think tank_da Atlas que se incorporou ao partido criado por Mauricio Macri, um homem de negócios e atual presidente do país. Os líderes do MBL e o fundador da Fundação Eléutera – um _think tank_neoliberal extremamente influente no cenário pós-golpe hondurenho – receberam financiamento da Atlas e fazem parte da nova geração de atores políticos que já passaram pelos seus seminários de treinamento.
A Atlas Network conta com dezenas de _think tanks_na América Latina, inclusive grupos extremamente ativos no apoio às forças de oposição na Venezuela e ao candidato de centro-direita às eleições presidenciais chilenas, Sebastián Piñera.
Protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff diante do Congresso Nacional, em Brasília, no dia 2 de dezembro de 2015.
Photo: Eraldo Peres/AP
Em nenhum outro lugar a estratégia da Atlas foi tão bem sintetizada quanto na recém-formada rede brasileira de _think tanks_de defesa do livre mercado. Os novos institutos trabalham juntos para fomentar o descontentamento com as políticas socialistas; alguns criam centros acadêmicos enquanto outros treinam ativistas e travam uma guerra constante contra as ideias de esquerda na mídia brasileira.
O esforço para direcionar a raiva da população contra a esquerda rendeu frutos para a direita brasileira no ano passado. Os jovens ativistas do MBL – muitos deles treinados em organização política nos EUA – lideraram um movimento de massa para canalizar a o descontentamento popular com um grande escândalo de corrupção para desestabilizar Dilma Rousseff, uma presidente de centro-esquerda. O escândalo, investigado por uma operação batizada de Lava-Jato, continua tendo desdobramentos, envolvendo líderes de todos os grandes partidos políticos brasileiros, inclusive à direita e centro-direita. Mas o MBL soube usar muito bem as redes sociais para direcionar a maior parte da revolta contra Dilma, exigindo o seu afastamento e o fim das políticas de bem-estar social implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A revolta – que foi comparada ao movimento Tea Party devido ao apoio tácito dos conglomerados industriais locais e a uma nova rede de atores midiáticos de extrema-direita e tendências conspiratórias – conseguiu interromper 13 anos de dominação do PT ao afastar Dilma do cargo por meio de um impeachment em 2016.
O cenário político do qual surgiu o MBL é uma novidade no Brasil. Havia no máximo três _think tanks_libertários em atividade no país dez anos atrás, segundo Hélio Beltrão, um ex-executivo de um fundo de investimentos de alto risco que agora dirige o Instituto Mises, uma organização sem fins lucrativos que recebeu o nome do filósofo libertário Ludwig von Mises. Ele diz que, com o apoio da Atlas, agora existem cerca de 30 institutos agindo e colaborando entre si no Brasil, como o Estudantes pela Liberdade e o MBL.
“É como um time de futebol; a defesa é a academia, e os políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols”, diz Beltrão, referindo-se ao impeachment de Dilma. O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam a opinião pública.
Beltrão explica que a rede de _think tanks_está pressionando pela privatização dos Correios, que ele descreve como “uma fruta pronta para ser colhida” e que pode conduzir a uma onda de reformas mais abrangentes em favor do livre mercado. Muitos partidos conservadores brasileiros acolheram os ativistas libertários quando estes demonstraram que eram capazes de mobilizar centenas de milhares de pessoas nos protestos contra Dilma, mas ainda não adotaram as teorias da “economia do lado da oferta”.
Fernando Schüler, acadêmico e colunista associado ao Instituto Millenium – outro _think tank_da Atlas no Brasil – tem uma outra abordagem. “O Brasil tem 17 mil sindicatos pagos com dinheiro público. Um dia de salário por ano vai para os sindicatos, que são completamente controlados pela esquerda”, diz. A única maneira de reverter a tendência socialista seria superá-la no jogo de manobras políticas. “Com a tecnologia, as pessoas poderiam participar diretamente, organizando – no WhatsApp, Facebook e YouTube – uma espécie de manifestação pública de baixo custo”, acrescenta, descrevendo a forma de mobilização de protestos dos libertários contra políticos de esquerda. Os organizadores das manifestações anti-Dilma produziram uma torrente diária de vídeos no YouTube para ridicularizar o governo do PT e criaram um placar interativo para incentivar os cidadãos a pressionarem seus deputados por votos de apoio ao impeachment.
Schüler notou que, embora o MBL e seu próprio _think tank_fossem apoiados por associações industriais locais, o sucesso do movimento se devia parcialmente à sua não identificação com partidos políticos tradicionais, em sua maioria vistos com maus olhos pela população. Ele argumenta que a única forma de reformar radicalmente a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de esquerda.
Fernando Schüler.Foto:captura de tela do YouTubeUm dos fundadores do Instituto Millenium, o blogueiro Rodrigo Constantino, polariza a política brasileira com uma retórica ultrassectária. Constantino, que já foi chamado de “o Breitbart brasileiro” devido a suas teorias conspiratórias e seus comentários de teor radicalmente direitistas, é presidente do conselho deliberativo de outro _think tank_da Atlas – o Instituto Liberal. Ele enxerga uma tentativa velada de minar a democracia em cada movimento da esquerda brasileira, do uso da cor vermelha na logomarca da Copa do Mundo ao Bolsa Família, um programa de transferência de renda. Constantino é considerado o responsável pela popularização de uma narrativa segundo a qual os defensores do PT seriam uma “esquerda caviar”, ricos hipócritas que abraçam o socialismo para se sentirem moralmente superiores, mas que na realidade desprezam as classes trabalhadoras que afirmam representar. A “breitbartização” do discurso é apenas uma das muitas formas sutis pelas quais a Atlas Network tem influenciado o debate político.
“Temos um Estado muito paternalista. É incrível. Há muito controle estatal, e mudar isso é um desafio de longo prazo”, diz Schüler, acresentando que, apesar das vitórias recentes, os libertários ainda têm um longo caminho pela frente no Brasil. Ele gostaria de copiar o modelo de Margaret Thatcher, que se apoiava em uma rede de _think tanks_libertários para implementar reformas impopulares. “O sistema previdenciário é absurdo, e eu privatizaria toda a educação”, diz Schüler, pondo-se a recitar toda a litania de mudanças que faria na sociedade, do corte do financiamento a sindicatos ao fim do voto obrigatório.
Mas a única maneira de tornar tudo isso possível, segundo ele, seria a formação de uma rede politicamente engajada de organizações sem fins lucrativos para defender os objetivos libertários. Para Schüler, o modelo atual – uma constelação de _think tanks_em Washington sustentada por vultosas doações – seria o único caminho para o Brasil.
E é exatamente isso que a Atlas tem se esforçado para fazer. Ela oferece subvenções a novos _think tanks_e cursos sobre gestão política e relações públicas, patrocina eventos de _networking_no mundo todo e, nos últimos anos, tem estimulado libertários a tentar influenciar a opinião pública por meio das redes sociais e vídeos online.
Uma competição anual incentiva os membros da Atlas a produzir vídeos que viralizem no YouTube promovendo o _laissez-faire_e ridicularizando os defensores do Estado de bem-estar social. James O’Keefe, provocador famoso por alfinetar o Partido Democrata americano com vídeos gravados em segredo, foi convidado pela Atlas para ensinar seus métodos. No estado americano do Wisconsin, um grupo de produtores que publicava vídeos na internet para denegrir protestos de professores contra o ataque do governador Scott Walker aos sindicatos do setor público também compartilharam sua experiência nos cursos da Atlas.
Manifestantes queimam um boneco do presidente Hugo Chávez na Plaza Altamira, em protesto contra o governo.
Foto: Lonely Planet Images/Getty Images
Em uma de suas últimas realizações, a Atlas influenciou uma das crises políticas e humanitárias mais graves da América Latina: a venezuelana. Documentos obtidos graças ao “Freedom of Information Act” (Lei da Livre Informação, em tradução livre) por simpatizantes do governo venezuelano – bem como certos telegramas do Departamento de Estado dos EUA vazados por Chelsea Manning – revelam uma complexo tentativa do governo americano de usar os _think tanks_da Atlas em uma campanha para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Em 1998, a CEDICE Libertad – principal organização afiliada à Atlas em Caracas, capital da Venezuela – já recebia apoio financeiro do Center for International Private Enterprise (Centro para a Empresa Privada Internacional – CIPE). Em uma carta de financiamento do NED, os recursos são descritos como uma ajuda para “a mudança de governo”. O diretor da CEDICE foi um dos signatários do controverso “Decreto Carmona” em apoio ao malsucedido golpe militar contra Chávez em 2002.
Um telegrama de 2006 descrevia a estratégia do embaixador americano, William Brownfield, de financiar organizações politicamente engajadas na Venezuela: “1) Fortalecer instituições democráticas; 2) penetrar na base política de Chávez; 3) dividir o chavismo; 4) proteger negócios vitais para os EUA, e 5) isolar Chávez internacionalmente.”
Na atual crise venezuelana, a CEDICE tem promovido a recente avalanche de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, o acossado sucessor de Chávez. A CEDICE está intimamente ligada à figura da oposicionista María Corina Machado, uma das líderes das manifestações em massa contra o governo dos últimos meses. Machado já agradeceu publicamente à Atlas pelo seu trabalho. Em um vídeo enviado ao grupo em 2014, ela diz: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”
Em 2014, a líder opositora María Corina Machado agradeceu à Atlas pelo seu trabalho: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”No Latin America Liberty Forum, organizado pela Atlas Network em Buenos Aires, jovens líderes compartilham ideias sobre como derrotar o socialismo em todos os lugares, dos debates em _campi_universitários a mobilizações nacionais a favor de um impeachment.
Em uma das atividades do fórum, “empreendedores” políticos de Peru, República Dominicana e Honduras competem em um formato parecido com o programa Shark Tank, um _reality show_americano em que novas empresas tentam conquistar ricos e impiedosos investidores. Mas, em vez de buscar financiamento junto a um painel de capitalistas de risco, esses diretores de _think tanks_tentam vender suas ideias de marketing político para conquistar um prêmio de US$ 5 mil. Em outro encontro, debatem-se estratégias para atrair o apoio do setor industrial às reformas econômicas. Em outra sala, ativistas políticos discutem possíveis argumentos que os “amantes da liberdade” podem usar para combater o crescimento do populismo e “canalizar o sentimento de injustiça de muitos” para atingir os objetivos do livre mercado.
Um jovem líder da Cadal, um _think tank_de Buenos Aires, deu a ideia de classificar as províncias argentinas de acordo com o que chamou de “índice de liberdade econômica” – levando em conta a carga tributária e regulatória como critérios principais –, o que segundo ela geraria um estímulo para a pressão popular por reformas de livre mercado. Tal ideia é claramente baseada em estratégias similares aplicadas nos EUA, como o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, que classifica os países de acordo com critérios como política tributária e barreiras regulatórias aos negócios.
Os _think tanks_são tradicionalmente vistos como institutos independentes que tentam desenvolver soluções não convencionais. Mas o modelo da Atlas se preocupa menos com a formulação de novas soluções e mais com o estabelecimento de organizações políticas disfarçadas de instituições acadêmicas, em um esforço para conquistar a adesão do público.
As ideias de livre mercado – redução de impostos sobre os mais ricos; enxugamento do setor público e privatizações; liberalização das regras de comércio e restrições aos sindicatos – sempre tiveram um problema de popularidade. Os defensores dessa corrente de pensamento perceberam que o eleitorado costuma ver essas ideias como uma maneira de favorecer as camadas mais ricas. E reposicionar o libertarianismo econômico como uma ideologia de interesse público exige complexas estratégias de persuasão em massa.
Mas o modelo da Atlas, que está se espalhando rapidamente pela América Latina, baseia-se em um método aperfeiçoado durante décadas de embates nos EUA e no Reino Unido, onde os libertários se esforçaram para conter o avanço do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mapa das organizações da rede Atlas na América do Sul.
Fonte: The Intercept
Antony Fisher, empreendedor britânico e fundador da Atlas Network, é um pioneiro na venda do libertarianismo econômico à opinião pública. A estratégia era simples: nas palavras de um colega de Fisher, a missão era “encher o mundo de _think tanks_que defendam o livre mercado”.
A base das ideias de Fisher vêm de Friedrich Hayek, um dos pais da defesa do Estado mínimo. Em 1946, depois de ler um resumo do livro seminal de Hayek, O Caminho da Servidão, Fisher quis se encontrar com o economista austríaco em Londres. Segundo seu colega John Blundell, Fisher sugeriu que Hayek entrasse para a política. Mas Hayek se recusou, dizendo que uma abordagem de baixo para cima tinha mais chances de alterar a opinião pública e reformar a sociedade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, outro ideólogo do livre mercado, Leonard Read, chegava a conclusões parecidas depois de ter dirigido a Câmara de Comércio de Los Angeles, onde batera de frente com o sindicalismo. Para deter o crescimento do Estado de bem-estar social, seria necessária uma ação mais elaborada no sentido de influenciar o debate público sobre os destinos da sociedade, mas sem revelar a ligação de tal estratégia com os interesses do capital.
Fisher animou-se com uma visita à organização recém-fundada por Read, a Foundation for Economic Education (Fundação para a Educação Econômica – FEE), em Nova York, criada para patrocinar e promover as ideias liberais. Nesse encontro, o economista libertário F.A. Harper, que trabalhava na FEE à epoca, orientou Fisher sobre como abrir a sua própria organização sem fins lucrativos no Reino Unido.
Durante a viagem, Fisher e Harper foram à Cornell University para conhecer a última novidade da indústria animal: 15 mil galinhas armazenadas em uma única estrutura. Fisher decidiu levar o invento para o Reino Unido. Sua fábrica, a Buxted Chickens, logo prosperou e trouxe grande fortuna para Fisher. Uma parte dos lucros foi direcionada à realização de outro objetivo surgido durante a viagem a Nova York – em 1955, Fisher funda o Institute of Economic Affairs (Instituto de Assuntos Econômicos – IEA).
O IEA ajudou a popularizar os até então obscuros economistas ligados às ideias de Hayek. O instituto era um baluarte de oposição ao crescente Estado de bem-estar social britânico, colocando jornalistas em contato com acadêmicos defensores do livre mercado e disseminando críticas constantes sob a forma de artigos de opinião, entrevistas de rádio e conferências.
A maior parte do financiamento do IEA vinha de empresas privadas, como os gigantes do setor bancário e industrial Barclays e British Petroleum, que contribuíam anualmente. No livro Making Thatcher’s Britain(A Construção da Grã-Bretanha de Thatcher, em tradução livre), dos historiadores Ben Jackson e Robert Saunders, um magnata dos transportes afirma que, assim como as universidades forneciam munição para os sindicatos, o IEA era uma importante fonte de poder de fogo para os empresários.
Quando a desaceleração econômica e o aumento da inflação dos anos 1970 abalou os fundamentos da sociedade britânica, políticos conservadores começaram a se aproximar do IEA como fonte de uma visão alternativa. O instituto aproveitou a oportunidade e passou a oferecer plataformas para que os políticos pudessem levar os conceitos do livre mercado para a opinião pública. A Atlas Network afirma orgulhosamente que o IEA “estabeleceu as bases intelectuais do que viria a ser a revolução de Thatcher nos anos 1980”. A equipe do instituto escrevia discursos para Margaret Thatcher; fornecia material de campanha na forma de artigos sobre temas como sindicalismo e controle de preços; e rebatia as críticas à Dama de Ferro na mídia inglesa. Em uma carta a Fisher depois de vencer as eleições de 1979, Thatcher afirmou que o IEA havia criado, na opinião pública, “o ambiente propício para a nossa vitória”.
“Não há dúvidas de que tivemos um grande avanço na Grã-Bretanha. O IEA, fundado por Antony Fisher, fez toda a diferença”, disse Milton Friedman uma vez. “Ele possibilitou o governo de Margaret Thatcher – não a sua eleição como primeira-ministra, e sim as políticas postas em prática por ela. Da mesma forma, o desenvolvimento desse tipo de pensamento nos EUA possibilitou o a implementação das políticas de Ronald Reagan”, afirmou.
O IEA fechava um ciclo. Hayek havia criado um seleto grupo de economistas defensores do livre mercado chamado Sociedade Mont Pèlerin. Um de seus membros, Ed Feulner, ajudou o fundar o _think tank_conservador Heritage Foundation, em Washington, inspirando-se no trabalho de Fisher. Outro membro da Sociedade, Ed Crane, fundou o Cato Institute, o mais influente _think tank_libertário dos Estados Unidos.
_O filósofo e economista anglo-austríaco Friedrich Hayek com um grupo de alunos na London School of Economics, em 1948._Foto: Paul PoppePopperfoto/Getty Images
Em 1981, Fisher, que havia se mudado para San Francisco, começou a desenvolver a Atlas Economic Research Foundation por sugestão de Hayek. Fisher havia aproveitado o sucesso do IEA para conseguir doações de empresas para seu projeto de criação de uma rede regional de _think tanks_em Nova York, Canadá, Califórnia e Texas, entre outros. Mas o novo empreendimento de Fisher viria a ter uma dimensão global: uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar sua missão adiante por meio da criação de postos avançados do libertarianismo em todos os países do mundo. “Quanto mais institutos existirem no mundo, mais oportunidade teremos para resolver problemas que precisam de uma solução urgente”, declarou.
Fisher começou a levantar fundos junto a empresas com a ajuda de cartas de recomendação de Hayek, Thatcher e Friedman, instando os potenciais doadores a ajudarem a reproduzir o sucesso do IEA através da Atlas. Hayek escreveu que o modelo do IEA “deveria ser usado para criar institutos similares em todo o mundo”. E acrescentou: “Se conseguíssemos financiar essa iniciativa conjunta, seria um dinheiro muito bem gasto.”
A proposta foi enviada para uma lista de executivos importantes, e o dinheiro logo começou a fluir dos cofres das empresas e dos grandes financiadores do Partido Republicano, como Richard Mellon Scaife. Empresas como a Pfizer, Procter & Gamble e Shell ajudaram a financiar a Atlas. Mas a contribuição delas teria que ser secreta para que o projeto pudesse funcionar, acreditava Fisher. “Para influenciar a opinião pública, é necessário evitar qualquer indício de interesses corporativos ou tentativa de doutrinação”, escreveu Fisher na descrição do projeto, acrescentando que o sucesso do IEA estava baseado na percepção pública do caráter acadêmico e imparcial do instituto.
A Atlas cresceu rapidamente. Em 1985, a rede contava com 27 instituições em 17 países, inclusive organizações sem fins lucrativos na Itália, México, Austrália e Peru.
E o _timing_não podia ser melhor: a expansão internacional da Atlas coincidiu com a política externa agressiva de Ronald Reagan contra governos de esquerda mundo afora.
Embora a Atlas declarasse publicamente que não recebia recursos públicos (Fisher caracterizava as ajudas internacionais como uma forma de “suborno” que distorcia as forças do mercado), há registros da tentativa silenciosa da rede de canalizar dinheiro público para sua lista cada vez maior de parceiros internacionais.
Em 1982, em uma carta da Agência de Comunicação Internacional dos EUA – um pequeno órgão federal destinado a promover os interesses americanos no exterior –, um funcionário do Escritório de Programas do Setor Privado escreveu a Fisher em resposta a um pedido de financiamento federal. O funcionário diz não poder dar dinheiro “diretamente a organizações estrangeiras”, mas que seria possível copatrocinar “conferências ou intercâmbios com organizações” de grupos como a Atlas, e sugere que Fisher envie um projeto. A carta, enviada um ano depois da fundação da Atlas, foi o primeiro indício de que a rede viria a ser uma parceira secreta da política externa norte-americana.
Memorandos e outros documentos de Fisher mostram que, em 1986, a Atlas já havia ajudado a organizar encontros com executivos para tentar direcionar fundos americanos para sua rede de think tanks. Em uma ocasião, um funcionário da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o principal braço de financiamento internacional do governo dos EUA, recomendou que o diretor da filial da Coca-Cola no Panamá colaborasse com a Atlas para a criação de um _think tank_nos moldes do IEA no país. A Atlas também recebeu fundos da Fundação Nacional para a Democracia (NED), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1983 e patrocinada em grande parte pelo Departamento de Estado e a USAID cujo objetivo é fomentar a criação de instituições favoráveis aos EUA nos países em desenvolvimento.
Alejandro Chafuen, da Atlas Economic Research Foundation, atrás à direita, cumprimenta Rafael Alonzo, do Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico para a Liberdade (CEDICE Libertad), à esquerda, enquanto o escritor peruano Mario Vargas Llosa aplaude a abertura do Fórum Liberdade e Democracia, em Caracas, no dia 28 de maio de 2009.
Foto: Ariana Cubillos/AP
_ _Financiada generosamente por empresas e pelo governo americano, a Atlas deu outro golpe de sorte em 1985 com a chegada de Alejandro Chafuen. Linda Whetstone, filha de Fisher, conta um episódio ocorrido naquele ano, quando um jovem Chafuen, que ainda vivia em Oakland, teria aparecido no escritório da Atlas em San Francisco “disposto a trabalhar de graça”. Nascido em Buenos Aires, Chafuen vinha do que ele chamava “uma família anti-Peronista”. Embora tenha crescido em uma época de grande agitação na Argentina, Chafuen vivia uma vida relativamente privilegiada, tendo passado a adolescência jogando tênis e sonhando em se tornar atleta profissional.
Ele atribui suas escolhas ideológicas a seu apetite por textos libertários, de Ayn Rand a livretos publicados pela FEE, a organização de Leonard Read que havia inspirado Antony Fisher. Depois de estudar no Grove City College, uma escola de artes profundamente conservadora e cristã no estado americano da Pensilvânia, onde foi presidente do clube de estudantes libertários, Chafuen voltou ao país de nascença. Os militares haviam tomado o poder, alegando estar reagindo a uma suposta ameaça comunista. Milhares de estudantes e ativistas seriam torturados e mortos durante a repressão à oposição de esquerda no período que se seguiu ao golpe de Estado.
Chafuen recorda essa época de maneira mais positiva do que negativa. Ele viria a escrever que os militares haviam sido obrigados a agir para evitar que os comunistas “tomassem o poder no país”. Durante sua carreira como professor, Chafuen diz ter conhecido “totalitários de todo tipo” no mundo acadêmico. Segundo ele, depois do golpe militar seus professores “abrandaram-se”, apesar das diferenças ideológicas entre eles.
Em outros países latino-americanos, o libertarianismo também encontrara uma audiência receptiva nos governos militares. No Chile, depois da derrubada do governo democraticamente eleito de Salvador Allende, os economistas da Sociedade Mont Pèlerin acorreram ao país para preparar profundas reformas liberais, como a privatização de indústrias e da Previdência. Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.
Já o zelo ideológico de Chafuen começou a se manifestar em 1979, quando ele publicou um ensaio para a FEE intitulado “War Without End” (Guerra Sem Fim). Nele, Chafuen descreve horrores do terrorismo de esquerda “como a família Manson, ou, de forma organizada, os guerrilheiros do Oriente Médio, África e América do Sul”. Haveria uma necessidade, segundo ele, de uma reação das “forças da liberdade individual e da propriedade privada”.
Seu entusiasmo atraiu a atenção de muita gente. Em 1980, aos 26 anos, Chafuen foi convidado a se tornar o membro mais jovem da Sociedade Mont Pèlerin. Ele foi até Stanford, tendo a oportunidade de conhecer Read, Hayek e outros expoentes libertários. Cinco anos depois, Chafuen havia se casado com uma americana e estava morando em Oakland. E começou a fazer contato com membros da Mont Pèlerin na área da Baía de San Francisco – como Fisher.
Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.De acordo com as atas das reuniões do conselho da Atlas, Fisher disse aos colegas que havia feito um pagamento _ex gratia_no valor de US$ 500 para Chafuen no Natal de 1985, declarando que gostaria de contratar o economista para trabalhar em tempo integral no desenvolvimento dos _think tanks_da rede na América Latina. No ano seguinte, Chafuen organizou a primeira cúpula de _think tanks_latino-americanos, na Jamaica.
Chafuen compreendera o modelo da Atlas e trabalhava incansavelmente para expandir a rede, ajudando a criar _think tanks_na África e na Europa, embora seu foco continuasse sendo a América Latina. Em uma palestra sobre como atrair financiadores, Chafuen afirmou que os doadores não podiam financiar publicamente pesquisas, sob o risco de perda de credibilidade. “A Pfizer não patrocinaria uma pesquisa sobre questões de saúde, e a Exxon não financiaria uma enquete sobre questões ambientais”, observou. Mas os _think tanks_libertários – como os da Atlas Network –não só poderiam apresentar as mesmas pesquisas sob um manto de credibilidade como também poderiam atrair uma cobertura maior da mídia.
“Os jornalistas gostam muito de tudo o que é novo e fácil de noticiar”, disse Chafuen. Segundo ele, a imprensa não tem interesse em citar o pensamento dos filósofos libertários, mas pesquisas produzidas por um _think tank_são mais facilmente reproduzidas. “E os financiadores veem isso”, acrescenta.
Em 1991, três anos depois da morte de Fisher, Chafuen assumiu a direção da Atlas – e pôs-se a falar sobre o trabalho da Atlas para potenciais doadores. E logo começou a conquistar novos financiadores. A Philip Morris deu repetidas contribuições à Atlas, inclusive uma doação de US$ 50 mil em 1994, revelada anos depois. Documentos mostram que a gigante do tabaco considerava a Atlas uma aliada em disputas jurídicas internacionais.
Mas alguns jornalistas chilenos descobriram que _think tanks_patrocinados pela Atlas haviam feito pressão por trás dos panos contra a legislação antitabagista sem revelar que estavam sendo financiadas por empresas de tabaco – uma estratégia praticada por _think tanks_em todo o mundo.
Grandes corporações como ExxonMobil e MasterCard já financiaram a Atlas. Mas o grupo também atrai grandes figuras do libertarianismo, como as fundações do investidor John Templeton e dos irmãos bilionários Charles e David Koch, que cobriam a Atlas e seus parceiros de generosas e frequentes doações. A habilidade de Chafuen para levantar fundos resultou em um aumento do número de prósperas fundações conservadoras. Ele é membro-fundador do Donors Trust, um discreto fundo orientado ao financiamento de organizações sem fins lucrativos que já transferiu mais de US$ 400 milhões a entidades libertárias, incluindo membros da Atlas Network. Chafuen também é membro do conselho diretor da Chase Foundation of Virginia, outra entidade financiadora da Atlas, fundada por um membro da Sociedade Mont Pèlerin.
Outra grande fonte de dinheiro é o governo americano. A princípio, a Fundação Nacional para a Democracia encontrou dificuldades para criar entidades favoráveis aos interesses americanos no exterior. Gerardo Bongiovanni, presidente da Fundación Libertad, um _think tank_da Atlas em Rosario, na Argentina, afirmou durante uma palestra de Chafuen que a injeção de capital do Center for International Private Enterprise – parceiro do NED no ramo de subvenções – fora de apenas US$ 1 milhão entre 1985 e 1987. Os _think tanks_que receberam esse capital inicial logo fecharam as portas, alegando falta de treinamento em gestão, segundo Bongiovanni.
No entanto, a Atlas acabou conseguindo canalizar os fundos que vinham do NED e do CIPE, transformando o dinheiro do contribuinte americano em uma importante fonte de financiamento para uma rede cada vez maior. Os recursos ajudavam a manter _think tanks_na Europa do Leste, após a queda da União Soviética, e, mais tarde, para promover os interesses dos EUA no Oriente Médio. Entre os beneficiados com dinheiro do CIPE está a CEDICE Libertad, a entidade a que líder opositora venezuelana María Corina Machado fez questão de agradecer.
O assessor da Casa Branca Sebastian Gorka participa de uma entrevista do lado de fora da Ala Oeste da Casa Branca em 9 de junho de 2017 – Washington, EUA.
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
_ _No Brick Hotel, em Buenos Aires, Chafuen reflete sobre as três últimas décadas. “Fisher ficaria satisfeito; ele não acreditaria em quanto nossa rede cresceu”, afirma, observando que talvez o fundador da Atlas ficasse surpreso com o atual grau de envolvimento político do grupo.
Chafuen se animou com a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Ele é só elogios para a equipe do presidente. O que não é nenhuma surpresa, pois o governo Trump está cheio de amigos e membros de grupos ligados à Atlas. Sebastian Gorka, o islamofóbico assessor de contraterrorismo de Trump, dirigiu um _think tank_patrocinado pela Atlas na Hungria. O vice-presidente Mike Pence compareceu a um encontro da Atlas e teceu elogios ao grupo. A secretária de Educação Betsy DeVos trabalhou com Chafuen no Acton Institute, um _think tank_de Michigan que usa argumentos religiosos a favor das políticas libertárias – e que agora tem uma entidade subsidiária no Brasil, o Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Mas talvez a figura mais admirada por Chafuen no governo dos EUA seja Judy Shelton, uma economista e velha companheira da Atlas Network. Depois da vitória de Trump, Shelton foi nomeada presidente da NED. Ela havia sido assessora de Trump durante a campanha e o período de transição. Chafuen fica radiante ao falar sobre o assunto: “E agora tem gente da Atlas na presidência da Fundação Nacional para a Democracia (NED)”, comemora.
Antes de encerrar a entrevista, Chafuen sugere que ainda vem mais por aí: mais think tanks, mais tentativas de derrubar governos de esquerda, e mais pessoas ligadas à Atlas nos cargos mais altos de governos ao redor do mundo. “É um trabalho contínuo”, diz.
Mais tarde, Chafuen compareceu ao jantar de gala do Latin America Liberty Forum. Ao lado de um painel de especialistas da Atlas, ele discutiu a necessidade de reforçar os movimentos de oposição libertária no Equador e na Venezuela.
Danielle Mackey contribuiu na pesquisa para essa matéria. Tradução: Bernardo Tonasse
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2016.10.05 12:01 EDUARDOMOLINA Javier Valenzuela: Voté como me dijiste, jefe/a. A Teresa Rodriguez lo que más le llamó la atención del Comité Federal del PSOE del sábado fue la disputa feroz sobre si la votación debía hacerse a mano alzada o en el secreto de una urna. “Eso denota una cierta enfermedad”, ha concluido Rodríguez.

http://www.infolibre.es/noticias/opinion/2016/10/04/vote_como_dijiste_jefe_a_55732_1023.htm
"Acabo de escuchar La Cafetera, el programa radiofónico de Fernando Berlín. Lo he incorporado a mi menú informativo matinal, tras el repaso a cuatro diarios digitales independientes y a mis cuentas en Twitter y Facebook. Lo bueno es que todo esto puedo hacerlo con mi móvil, que tiene un tamaño decente para leer textos no muy largos, y desde cualquier lugar del mundo con acceso a Internet, o sea, casi todos, incluidos los cafetines de Tánger.
Teresa Rodríguez, la líder de Podemos en Andalucía, le ha hecho una reflexión interesante al amigo Berlín. Lo que más le llamó la atención del Comité Federal del PSOE del sábado fue la disputa feroz sobre si la votación debía hacerse a mano alzada o en el secreto de una urna. “Eso denota una cierta enfermedad”, ha concluido Rodríguez.
Lo denota, ciertamente. Los dirigentes del PSOE reunidos en Ferraz nos estaban diciendo que algunos –quizá bastantes– de ellos podían optar por una u otra posición según se fuera o no a conocer su voto. El puesto de trabajo peligraría si el jefe o la jefa de la camarilla veía que tal o cual discrepaba de su línea. Ya no habría en ese caso concejalía, consejería de gobierno autonómico o puesto orgánico en el partido.
El ganapán prima sobre las convicciones políticas y morales, si es que se tienen. Es este uno de los tumores de una democracia excesivamente basada en el partidismo como lo es la española. No es exclusivo de nuestro país y en nuestro país no es exclusivo del PSOE, lo sé. Pero aquí y ahora estamos hablando de este partido.
Quizá porque esté jubilado, y también, sin duda, porque es una persona culta, clara y racional, Josep Borrell ha dicho estos días cosas mucho más serias que la mayoría de sus correligionarios. Lo ha hecho, entre otros lugares, en la SER y en El Intermedio. Cosas como que la crisis del PSOE no empezó con Pedro Sánchez: Rubalcaba ya lideró la madre de todos los castañazos electorales. O como que el motín contra Sánchez ha debido organizarlo un “cabo chusquero” por lo tosco y obsceno que ha sido. O como que PRISA ejerce de juez y parte en las disputas del PSOE porque piensa que ese partido le pertenece.
Los militantes del PSOE eligieron en 1998 a Borrell como su candidato a la presidencia del Gobierno. De inmediato, la Vieja Guardia desencadenó contra él tal campaña de desgaste y desprestigio que no llegó a presentarse a las elecciones. Los felipistas no podían tolerar que entre la militancia hubiera triunfado alguien que no era de los suyos.
En sus entrevistas, Borrell no se ha quedado en la espuma de los días, en esos pormenores que apasionan a tantos gacetilleros y que ni tan siquiera llegarán a ser una nota a pie de página en los libros de Historia. Cosas como si Sánchez se presentará o no a unas primarias que ni tan siquiera han sido convocadas. No, él ha ido al fondo de las cosas. Ha sido uno de los pocos socialistas que lo ha hecho.
Por ejemplo, se pregunta cómo piensa llegar el PSOE al Gobierno algún día si rechaza visceralmente la posibilidad de alcanzar algún tipo de acuerdo con Podemos. La realidad es la que es, y el PSOE no tiene el casi monopolio de la izquierda española del que disfrutó durante décadas. Aun más, tras el espectáculo cainita de estos días, es verosímil que Podemos le adelante en las próximas citas electorales.
¿Por qué se empeña el PSOE en satanizar a Podemos, una formación donde, recuerda Borrell, están muchos de sus hijos? Es una vía estéril: no le ha dado buenos resultados en los dos últimos años. Al contrario, ha proyectado la imagen de un partido poseído por un fenomenal ataque de cuernos porque buena parte de su electorado está saliendo con otro. ¿Se ha preguntado de veras el PSOE por qué tantos de los 11 millones de votos que cosechó ZP en 2004 y 2008 prefieren ahora alternativas más claramente críticas con el sistema? ¿Se cree que con casticismo españolista y motines chusqueros va a volver a seducir a los jóvenes, los progresistas y las clases populares y medias de las ciudades?
Existe la crisis general de la socialdemocracia europea, que de tanto irse a la derecha en aras del pragmatismo, ha terminado por asquear a su electorado de izquierdas. Y dentro de ella existe la crisis específica del PSOE, que se pensó que el 15-M era una chiquillada, que no comprendió que millones de españoles estaban hasta las narices de las imperfecciones e injusticias del régimen surgido de la Transición y deseaban reformarlo a fondo. Que, en los momentos más duros de la crisis, no expresó demasiada empatía por los desahuciados, los despedidos en los ERE, las víctimas de los recortes sanitarios y educativos. Que ofreció una imagen de compadreo con el poder de la que Rubalcaba, como Fouché en la Francia de comienzos del siglo XIX, era la encarnación perfecta. Que dejó políticamente huérfanos a los que terminarían votando a Podemos en cuanto apareció en escena.
Borrell también ha formulado una pregunta vetada por el régimen: ¿puede resolverse de modo pacífico y razonable la crisis planteada por los anhelos soberanistas de tantos catalanes y vascos sin hablar y negociar con ellos? Él es más bien jacobino, pero tiene sentido común.
Me doy cuenta de que a muchos apparatchiks del PSOE estas reflexiones deben producirles dolor de cabeza. Borrell, pensarán, es un intelectual. Ellos y ellas no tienen una alternativa laboral, profesional o vital fuera de la politiquería partidista, en la que desearían jubilarse. Así que lo importante son los cargos, las comisiones, los estatutos, las listas electorales y, sobre todo, que el jefe o la jefa no tenga la menor duda de que en el Comité Federal he votado exactamente lo que se me decía." l
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2016.08.14 13:57 ShaunaDorothy El enfoque marxista de la liberación de la mujer - El comunismo y la familia ( 2 - 2 ) (Mayo de 2016)

https://archive.is/7HsFd
Pero, ¿cómo se logrará esta reducción y redistribución del trabajo doméstico? En la transición de la dictadura del proletariado al comunismo pleno, la transformación de la familia es un corolario de la expansión de la producción y el aumento de la abundancia. Su extinción o desintegración es resultado del éxito económico. En el proceso, será remplazada por nuevas formas de vivir que serán inconmensurablemente más ricas, humanas y gratificantes. Bien puede haber la necesidad de desarrollar algunas reglas en el curso de esta transformación conforme la gente busque nuevos modos de vida. En el periodo de transición, será la tarea del colectivo democrático de los obreros, el soviet, construir alternativas y guiar el proceso.
Vogel no plantea la cuestión crucial: cuando la mujer se libere de la esclavitud doméstica, ¿será libre para hacer qué? ¿La reducción del tiempo que pase en el trabajo doméstico será compensada por un aumento comparable en el tiempo que pase en su trabajo, dos horas menos lavando ropa y trapeando pisos, dos horas más en la línea de ensamblaje de la fábrica? Ésa ciertamente no es la idea marxista de la liberación de la mujer.
Remplazar el trabajo doméstico y la crianza de los niños con instituciones colectivas son aspectos de un cambio fundamental en la relación entre producción y tiempo de trabajo. Bajo una economía socialista planificada, todo tipo de actividad económica —desde la producción de acero y computadoras hasta la limpieza de la ropa, los pisos y los muebles— pasará por un constante y rápido aumento en la cantidad de producto por unidad de trabajo aplicado. Mucho antes de que se logre una sociedad comunista, es probable que la mayor parte del trabajo doméstico ya se haya automatizado. Más en general, habrá una reducción continua del tiempo de trabajo total necesario para la producción y el mantenimiento de los bienes de consumo y los medios de producción.
En una sociedad plenamente comunista, la mayor parte del tiempo será lo que ahora llamamos “tiempo libre”. El trabajo necesario absorberá una porción tan pequeña de tiempo y energía que cada individuo se lo concederá libremente al colectivo social. Todos dispondrán del tiempo y de los recursos materiales y culturales necesarios para realizar trabajo creativo y gratificante. En los Grundrisse (1857), Marx cita la composición musical como ejemplo de trabajo genuinamente libre.
Los “feministas socialistas” falsifican la doctrina y la práctica bolcheviques
En 2005, Sharon Smith, figura dirigente de la ISO que se pretende una teórica, publicó un libro, Women and Socialism: Essays on Women’s Liberation (La mujer y el socialismo: Ensayos sobre la liberación de la mujer, Haymarket Books), del cual se espera una nueva edición revisada y expandida para este año [2015]. Un extracto de esta nueva edición, “Theorizing Women’s Oppression: Domestic Labor and Women’s Oppress-ion” [Teorizando sobre la opresión de la mujer: El trabajo doméstico y la opresión de la mujer], publicado en International Socialist Review (marzo de 2013), delinea lo que la ISO define como su nuevo enfoque del feminismo. La “teorización” de Smith se basa en gran medida en el concepto de que el trabajo doméstico no remunerado es el fundamento de la opresión de la mujer, como lo presenta Vogel en Marxism and the Oppression of Women: Toward a Unitary Theory.
Smith comienza criticando a Karl Marx y Friedrich Engels, un requisito esencial para acceder al medio feminista pequeñoburgués: “La manera en que Marx y Engels describen la opresión de la mujer presenta frecuentemente componentes contradictorios: en algunos sentidos cuestionando fundamentalmente el status quo de género, pero meramente reflejándolo en otros”. Smith critica incluso más agudamente la Revolución Bolchevique de 1917 en Rusia, un evento que los liberales, feministas o no, consideran en el mejor de los casos un experimento utópico fallido y, en el peor, el nacimiento de un estado policiaco totalitario.
Haciéndole el juego a los prejuicios anticomunistas, Smith afirma que los bolcheviques apoyaron el papel tradicional de la mujer, haciendo de la maternidad el más alto deber social: “A pesar de los enormes logros de la Revolución Rusa de 1917 —incluyendo la legalización del aborto y el divorcio, el derecho al voto y a contender por puestos públicos y la abrogación de leyes que criminalizaban la prostitución y la sexualidad gay—, ésta no produjo una teoría capaz de enfrentar las normas naturales heterosexuales o la prioridad dada al destino maternal de las mujeres”. Smith procede a citar una declaración de John Riddell, un historiador izquierdista que frecuentemente publica en la International Socialist Review de la ISO: “Las mujeres comunistas en ese periodo veían el tener hijos como una responsabilidad social y buscaban ayudar a las ‘mujeres pobres que desean experimentar la maternidad como la más elevada felicidad’”.
Apoyándose en una cita sacada de contexto, Smith y Riddell falsifican la doctrina y la práctica bolcheviques. Los bolcheviques veían el remplazo de la familia a través de métodos colectivos para la crianza de los niños no como un objetivo distante en una futura sociedad comunista, sino como un programa que estaban empezando a implementar en el estado obrero ruso soviético existente. Alexandra Kollontai, una de las dirigentes del trabajo bolchevique entre las mujeres, abogó por instituciones socializadas que asumieran completa responsabilidad por los niños y su bienestar físico y sicológico desde la infancia. En su discurso al I Congreso de Mujeres Trabajadoras de Toda Rusia en 1918, declaró:
“Gradualmente, la sociedad se hará cargo de todas aquellas obligaciones que antes recaían sobre los padres...
“Existen ya casas para los niños lactantes, guarderías infantiles, jardines de la infancia, colonias y hogares para niños, enfermerías y sanatorios para los enfermos o delicados, restaurantes, comedores gratuitos para los discípulos en escuelas, libros de estudio gratuitos, ropas de abrigo y calzado para los niños de los establecimientos de enseñanza. ¿Todo esto no demuestra suficientemente que el niño sale ya del marco estrecho de la familia, pasando la carga de su crianza y educación de los padres a la colectividad?”
—“El comunismo y la familia”, Editorial Marxista, Barcelona, 1937
En una sociedad socialista, el personal encargado del cuidado y la educación en guarderías, jardines de niños y las escuelas preescolares estará compuesto de hombres y mujeres. De este modo —y sólo de este modo—, podrá eliminarse la división ancestral del trabajo entre hombres y mujeres en el cuidado de los niños pequeños.
El punto de vista de Kollontai acerca del futuro de la familia no era inusual entre los dirigentes bolcheviques. En La mujer, el estado y la revolución: Política familiar y vida social soviéticas, 1917-1936 (Ediciones IPS, 2010), Wendy Goldman, una académica estadounidense de simpatías liberales feministas, escribe que Aleksandr Goijbarg, el principal autor del primer Código Sobre el Matrimonio, la Familia y la Tutela (1918), “alentaba a los padres a rechazar ‘su amor estrecho e irracional por sus hijos’. Según su punto de vista la crianza del estado ‘proveería resultados ampliamente superiores al abordaje privado, individual, irracional y no científico de padres individualmente “amorosos” pero “ignorantes”’”. Los bolcheviques no buscaban únicamente liberar a las mujeres del fastidio doméstico y la dominación patriarcal, sino también liberar a los niños de los efectos, frecuentemente nocivos, de la autoridad parental.
Los bolcheviques y el cuidado colectivo de los niños
Haciendo eco de Vogel, Smith escribe:
“Si la función económica de la familia obrera, tan crucial en la reproducción de la fuerza de trabajo para el sistema capitalista —y que al mismo tiempo forma la raíz social de toda la opresión de la mujer—, fuera eliminada, se sentarían las bases materiales para la liberación de la mujer. Este resultado sólo puede empezar a obtenerse mediante la eliminación del sistema capitalista y su remplazo por una sociedad socialista que colectivice el trabajo doméstico antes asignado a las mujeres”.
Aquí, el uso que hace Smith del término “trabajo doméstico” resulta ambiguo. ¿Se refiere únicamente a los quehaceres domésticos y al cuidado físico de los niños pequeños? ¿Y qué hay del “trabajo doméstico” que implica lo que se considera la tutela parental hoy día en EE.UU.? Smith no nos lo dice. Simplemente ignora la cuestión de las relaciones interpersonales entre las madres y sus hijos: escuchar y hablar con ellos de sus problemas, deseos y miedos; enseñarles los primeros pasos en el lenguaje y las bases de higiene, seguridad y otras tareas prácticas; jugar con ellos; ayudarles con su tarea. Al ignorar estas interacciones como parte del dominio colectivo, la idea del socialismo de Smith es enteramente compatible con la preservación de la familia, excluyendo los quehaceres domésticos.
¿Por qué esta ambigüedad en una cuestión tan crucial? La ISO apela a los jóvenes idealistas de la izquierda liberal promoviendo una versión del “marxismo” adaptada a sus puntos de vista y a sus prejuicios. Esta organización no toma casi nunca una posición sobre tema alguno que sea verdaderamente impopular en el medio de los radicales liberales estadounidenses. Las jóvenes feministas encontrarán muy atractiva la idea de una vida familiar sin quehaceres domésticos. Pero, ¿abandonar la perspectiva de un hogar familiar propio y la preocupación exclusiva por sus “propios” hijos? La audiencia pequeñoburguesa a la que se dirige Smith se horrorizaría ante el programa bolchevique para la transformación de la vida cotidiana a través de los métodos colectivos de vida. Como escribió Kollontai:
“La mujer, a la que invitamos a que luche por la gran causa de la liberación de los trabajadores, tiene que saber que en el nuevo estado no habrá motivo alguno para separaciones mezquinas, como ocurre ahora.
“‘Estos son mis hijos. Ellos son los únicos a quienes debo toda mi atención maternal, todo mi afecto; ésos son hijos tuyos; son los hijos del vecino. No tengo nada que ver con ellos. Tengo bastante con los míos propios’.
“Desde ahora, la madre obrera que tenga plena conciencia de su función social, se elevará a tal extremo que llegará a no establecer diferencias entre ‘los tuyos y los míos’; tendrá que recordar siempre que desde ahora no habrá más que ‘nuestros’ hijos, los del estado comunista, posesión común de todos los trabajadores”.
En 1929, el Partido Comunista (PC) ruso todavía llamaba por la extinción de la familia, a pesar del ascenso al poder político de una casta burocrática conservadora dirigida por I.V. Stalin cinco años antes. Pero como escribimos en “La Revolución Rusa y la emancipación de la mujer”: “Para 1936-37, cuando la degeneración del PC ruso ya estaba completa, la doctrina estalinista declaró eso un ‘craso error’ y llamó por una ‘reconstrucción de la familia sobre una nueva base socialista’”.
La familia como una construcción social
Mientras que Smith y Riddell afirman falsamente que el régimen bolchevique de los primeros años apoyaba el papel tradicional de las mujeres como principales cuidadoras de sus niños pequeños, Goldman lo critica por no hacerlo:
“Los bolcheviques les adjudicaban poca importancia a los poderosos lazos emocionales entre padres e hijos. Asumían que la mayor parte del cuidado necesario de los niños, hasta de los más pequeños, podía ser relegado a empleados públicos pagos. Tendían a menospreciar el rol del lazo madre-hijo en la supervivencia infantil y el desarrollo del niño en edad temprana, por más que hasta un conocimiento rudimentario del trabajo de guarderías pre-revolucionarias hubiera revelado las tasas de supervivencia escandalosamente bajas para niños pequeños en contextos institucionales y los obstáculos para el desarrollo infantil sano”.
Esta analogía es completamente inválida. El trato y la suerte de los niños pequeños en los empobrecidos orfanatorios de la Rusia zarista no pueden ser comparados de ningún modo con el cuidado colectivo de los niños en una sociedad revolucionaria. Un estado obrero, particularmente en un país económicamente avanzando, tendría los recursos humanos y materiales para proporcionar un cuidado para los niños pequeños muy superior en todos los aspectos al de una madre en el contexto privado del hogar familiar.
Más aún, los bolcheviques pusieron gran énfasis en la salud y el bienestar de las madres y los niños. El Código Laboral de 1918 proporcionaba un descanso pagado de 30 minutos al menos cada tres horas para alimentar a un bebé. El programa de seguridad maternal implementado ese mismo año proveía una licencia por maternidad pagada de ocho semanas, recesos para el cuidado infantil e instalaciones de descanso en las fábricas para las mujeres en el trabajo, cuidado pre y postnatal gratuito y pensiones en efectivo. Con la red de clínicas de maternidad, consultorios, comedores, guarderías y hogares para las madres y los bebés, este programa probablemente fue la innovación más popular del régimen soviético entre las mujeres.
Los feministas en EE.UU. y otros lugares denuncian frecuentemente la proposición de que “la biología determina el destino” como una expresión de machismo. Y, sin embargo, Goldman asume que las mujeres, o incluso los hombres, que no tienen relación biológica con los bebés ni los niños pequeños son incapaces de desarrollar los mismos sentimientos de protección hacia ellos que sus madres biológicas. Los padres de niños adoptados probablemente tendrán algo que decir contra esta idea. Pero la práctica moderna de la adopción en EE.UU. también está basada en la idea de que sólo en el contexto de una “familia” —ya sea de madre y padre biológicos, padres adoptivos o padres gay o transgénero— los niños pueden recibir el cuidado y el amor necesarios. Lejos de ser un hecho natural, la idea de que los niños sólo pueden desarrollarse con éxito en el contexto de una familia es una construcción social.
Cuando la gente vivía como cazadores-recolectores (durante la vasta mayoría de los 200 mil años en los que ha existido nuestra especie), la banda o la tribu, no “la pareja”, era la unidad básica de la existencia humana. Un ejemplo del pasado no muy distante viene del testimonio de los misioneros jesuitas del siglo XVII entre el pueblo de cazadores naskapi de Labrador. Como lo cuenta Eleanor Burke Leacock en su magnífica introducción a El origen de la familia, la propiedad privada y el estado de Engels (International Publishers, 1972), los jesuitas se quejaban de la libertad sexual de las mujeres naskapi, señalándole a un hombre que “no estaba seguro de que su hijo, que estaba ahí presente, fuera su hijo”. La respuesta del naskapi es reveladora: “Ustedes no tienen sentido. Ustedes los franceses aman sólo a sus propios hijos; pero nosotros amamos a todos los niños de nuestra tribu”.
La desaparición de las clases y la propiedad privada bajo el comunismo conduciría inevitablemente a la completa libertad en las relaciones sexuales y a la desaparición de cualquier concepto de legitimidad e ilegitimidad. Todo el mundo tendría acceso a los beneficios completos de la sociedad por el sólo hecho de ser ciudadano del soviet internacional.
La familia como portadora de la ideología burguesa
Vogel y Smith limitan implícitamente el concepto de trabajo doméstico a las actividades físicas. De ese modo, Smith escribe: “Las actividades cotidianas de la familia aún giran alrededor de la alimentación, el vestido, la limpieza y el cuidado en general de sus miembros, y esa responsabilidad aún recae principalmente en las mujeres”. Pero criar hijos con miras a su eventual ingreso al mercado laboral no es como criar becerros y corderos para el mercado ganadero. La reproducción de la fuerza de trabajo humana no tiene sólo un componente biológico, sino también uno social, es decir ideológico. Llevar a un niño a la iglesia o a recibir educación religiosa también es una forma de trabajo doméstico, importante a su modo para la preservación del sistema capitalista; lo mismo sucede con llevar a un niño a ver una película que glorifica los “valores familiares”, el patriotismo, etc. La familia es la principal institución a través de la cual la ideología burguesa en sus distintas formas se transmite de una generación a la siguiente.
En El ABC del comunismo (1919), escrito por dos dirigentes bolcheviques, Nikolai Bujarin y Evguenii Preobrazhensky, se explica cómo la diminuta minoría de capitalistas no puede dominar a la clase obrera utilizando sólo la fuerza física y la coerción impuestas por la policía y el ejército. La preservación del sistema capitalista también requiere de la fuerza de las ideas:
“La burguesía comprende que no puede someter a la clase obrera con la sola fuerza bruta. Sabe que es necesario nublar también el cerebro... El estado capitalista educa especialistas para el acretinamiento y la doma del proletariado: maestros burgueses y profesores, curas y obispos, plumíferos y periodistas burgueses”.
Bujarin y Preobrazhensky señalaron tres instituciones fundamentales para mantener el dominio ideológico de la burguesía: el sistema educativo, la iglesia y la prensa (los medios masivos actualmente incluyen también al cine, la televisión y el Internet).
En los países capitalistas avanzados, en los que los niños son normalmente considerados propiedad de sus padres, la familia tiene relaciones distintas con cada una de esas instituciones. A partir de los cinco o seis años, los niños están legalmente obligados a asistir a la escuela (pública o privada) y los niños más chicos con frecuencia van a preescolar. Desde muy temprana edad, los niños ven televisión; algunos padres, más frecuentemente las madres, controlan lo que ven. A diferencia de los maestros y los productores de televisión, los clérigos no tienen un acceso tan automático a los niños pequeños: en EE.UU. y otros países, los padres deciden si sus hijos reciben adoctrinamiento religioso o no. Al menos al inicio, este adoctrinamiento les es impuesto a los niños en contra de sus deseos subjetivos. Probablemente no hay en el planeta un niño de cuatro o cinco años que prefiera asistir a servicios religiosos en vez de jugar con otros niños.
Tomemos el caso de un niño de diez años cuyos padres son católicos practicantes. Desde que tiene memoria lo han llevado a misa. Ha ido a una escuela católica en vez de ir a la escuela pública, o adicionalmente a ésta. En casa, ha escuchado rezos antes de cada comida y experimentado múltiples expresiones de fe religiosa en la vida doméstica cotidiana. Hay grandes probabilidades de que un niño como éste suscriba las creencias y doctrinas católicas al menos hasta una etapa posterior de su vida en la que se vea libre de la autoridad de sus padres.
Por otro lado, veamos ahora el caso de un niño de diez años cuyos padres no son religiosos. Su conocimiento de la religión está limitado a lo que ha aprendido en la escuela pública e información ocasional obtenida de programas de televisión, películas y discusiones con otros niños de mentalidad religiosa. Un niño así casi seguramente no será religioso. Pero no tener religión no inmuniza a un niño de otras formas probablemente “progresistas” de ideología burguesa. Un niño criado por padres que suscriben el “humanismo secular” muy probablemente se considerará políticamente liberal en EE.UU. o socialdemócrata en Europa, y probablemente demostrará elitismo intelectual. Así mismo, existe una corriente del libertarismo ateo (asociada con Ayn Rand) que glorifica el individualismo egoísta y el capitalismo de “libre mercado”. La religión no es la única forma de ideología burguesa reaccionaria.
La familia oprime a los niños al igual que a las mujeres, y deforma muchísimo la conciencia de los hombres también. Los feministas, liberales y “socialistas”, ignoran este hecho social fundamental, si no es que abiertamente lo niegan. Para éstos, reconocer que la opresión de los niños es intrínseca a la familia significaría (¡horror de horrores!) criticar el comportamiento socialmente condicionado de las mujeres en su papel de madres. Marxistas autoproclamados como Vogel y Smith, que promueven la tesis de que el trabajo doméstico es la base de la opresión de las mujeres, tratan implícitamente a las mujeres como si sólo hicieran bien a sus hijos.
Contra la represión sexual de los niños
Aunque la mayoría de los feministas condenarían el abuso físico de los niños, en los hechos permanecen indiferentes al abuso sicológico. Por tomar sólo un ejemplo, los hijos de padres fundamentalistas cristianos (católicos o protestantes) sufren la tortura mental de creer que irán al infierno si no se portan bien.
La represión sexual de los niños, que se extiende a la adolescencia, está bastante más extendida y causa daños sicológicos más graves. La sociedad capitalista está diseñada para penalizar la expresión de sexualidad de los niños desde el nacimiento. Incluso los padres más instruidos no pueden proteger a sus hijos de la ideología moralista y antisexo que permea la sociedad estadounidense —desde los pasillos decorados en azul y rosa en las jugueterías hasta la prohibición de desnudez en público y la demonización de la actividad sexual de los niños, incluida la masturbación—. Como principales cuidadoras de los bebés y los niños pequeños, las madres (más que los padres), inician el proceso de represión sexual, enseñándoles a los niños a sentirse avergonzados de sus cuerpos y a suprimir su curiosidad natural.
August Bebel, uno de los principales dirigentes de la socialdemocracia alemana a finales del siglo XIX y principios del XX, parece un libertario sexual radical en comparación de los “feministas socialistas” de hoy en día. En La mujer y el socialismo, insistía:
“La satisfacción del instinto sexual es asunto personal de cada uno lo mismo que la satisfacción de cualquier otro instinto natural. Nadie tendrá que dar cuentas a otro ni se entremezclará nadie a quien no se le llame... El hecho de que desaparezca esa vergüenza tonta y ese ridículo secreto para hablar de las cosas sexuales, dará al trato entre los sexos una forma mucho más natural que hoy” [énfasis en el original].
Uno puede leer cientos de páginas escritas por los “feministas socialistas” modernos sin encontrar un solo argumento de que una sociedad socialista le permitirá a todo mundo satisfacer mejor sus deseos y necesidades sexuales.
El futuro comunista
Bajo el comunismo, la gente tendrá la genuina y auténtica libertad de construir y reconstruir sus relaciones interpersonales. Desde luego, esta libertad no es absoluta. La humanidad no puede trascender sus características biológicas y su relación con el entorno natural. El hombre y la mujer comunistas también envejecerán y morirán. Tampoco es posible borrar por completo el pasado y construir la sociedad desde cero. La humanidad comunista heredará, para bien y para mal, el legado cultural acumulado de nuestra especie. No podemos s aber qué prácticas sexuales existirán en la sociedad comunista porque serán determinadas en el futuro. Cualquier proyección, y más aún una prescripción, llevaría consigo las actitudes, los valores y los prejuicios formados en una sociedad de clases represiva.
Una diferencia fundamental entre los marxistas y los feministas, ya sean liberales o supuestamente socialistas, es que nuestro objetivo final no es la equidad entre los géneros como tal, sino el desarrollo progresista de la especie humana en su conjunto. La crianza comunal de los niños bajo condiciones de abundancia material y riqueza cultural producirá seres humanos cuyas capacidades mentales y bienestar sicológico serán vastamente superiores a las de la gente en esta sociedad empobrecida, opresiva y dividida en clases. En un discurso de 1932 acerca de la Revolución Rusa, “¿Qué fue la Revolución Rusa?”, León Trotsky dijo:
“Verdad es que la humanidad ha producido más de una vez gigantes del pensamiento y de la acción que sobrepasaban a sus contemporáneos como cumbres en una cadena de montañas. El género humano tiene derecho a estar orgulloso de sus Aristóteles, Shakespeare, Darwin, Beethoven, Goethe, Marx, Edison, Lenin. ¿Pero por qué estos hombres son tan escasos? Ante todo, porque han salido, casi sin excepción, de las clases elevadas y medias. Salvo raras excepciones, los destellos del genio quedan ahogados en las entrañas oprimidas del pueblo, antes que ellas puedan incluso brotar. Pero también porque el proceso de generación, de desarrollo y de educación del hombre permaneció y permanece siendo en su esencia obra del azar; no esclarecido por la teoría y la práctica; no sometido a la conciencia y a la voluntad...
“Cuando haya terminado con las fuerzas anárquicas de su propia sociedad, el hombre trabajará sobre sí mismo en los morteros, con las herramientas del químico. Por primera vez, la humanidad se considerará a sí misma como una materia prima y, en el mejor de los casos, como un producto semiacabado físico y psíquico. El socialismo significará un salto del reino de la necesidad al reino de la libertad. También es en este sentido que el hombre de hoy, lleno de contradicciones y sin armonía, franqueará la vía hacia una nueva especie más feliz”.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/familia.html
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2016.06.07 04:08 ShaunaDorothy El enfoque marxista de la liberación de la mujer - El comunismo y la familia ( 2 - 2 ) (Mayo de 2016)

https://archive.is/7HsFd
Pero, ¿cómo se logrará esta reducción y redistribución del trabajo doméstico? En la transición de la dictadura del proletariado al comunismo pleno, la transformación de la familia es un corolario de la expansión de la producción y el aumento de la abundancia. Su extinción o desintegración es resultado del éxito económico. En el proceso, será remplazada por nuevas formas de vivir que serán inconmensurablemente más ricas, humanas y gratificantes. Bien puede haber la necesidad de desarrollar algunas reglas en el curso de esta transformación conforme la gente busque nuevos modos de vida. En el periodo de transición, será la tarea del colectivo democrático de los obreros, el soviet, construir alternativas y guiar el proceso.
Vogel no plantea la cuestión crucial: cuando la mujer se libere de la esclavitud doméstica, ¿será libre para hacer qué? ¿La reducción del tiempo que pase en el trabajo doméstico será compensada por un aumento comparable en el tiempo que pase en su trabajo, dos horas menos lavando ropa y trapeando pisos, dos horas más en la línea de ensamblaje de la fábrica? Ésa ciertamente no es la idea marxista de la liberación de la mujer.
Remplazar el trabajo doméstico y la crianza de los niños con instituciones colectivas son aspectos de un cambio fundamental en la relación entre producción y tiempo de trabajo. Bajo una economía socialista planificada, todo tipo de actividad económica —desde la producción de acero y computadoras hasta la limpieza de la ropa, los pisos y los muebles— pasará por un constante y rápido aumento en la cantidad de producto por unidad de trabajo aplicado. Mucho antes de que se logre una sociedad comunista, es probable que la mayor parte del trabajo doméstico ya se haya automatizado. Más en general, habrá una reducción continua del tiempo de trabajo total necesario para la producción y el mantenimiento de los bienes de consumo y los medios de producción.
En una sociedad plenamente comunista, la mayor parte del tiempo será lo que ahora llamamos “tiempo libre”. El trabajo necesario absorberá una porción tan pequeña de tiempo y energía que cada individuo se lo concederá libremente al colectivo social. Todos dispondrán del tiempo y de los recursos materiales y culturales necesarios para realizar trabajo creativo y gratificante. En los Grundrisse (1857), Marx cita la composición musical como ejemplo de trabajo genuinamente libre.
Los “feministas socialistas” falsifican la doctrina y la práctica bolcheviques
En 2005, Sharon Smith, figura dirigente de la ISO que se pretende una teórica, publicó un libro, Women and Socialism: Essays on Women’s Liberation (La mujer y el socialismo: Ensayos sobre la liberación de la mujer, Haymarket Books), del cual se espera una nueva edición revisada y expandida para este año [2015]. Un extracto de esta nueva edición, “Theorizing Women’s Oppression: Domestic Labor and Women’s Oppress-ion” [Teorizando sobre la opresión de la mujer: El trabajo doméstico y la opresión de la mujer], publicado en International Socialist Review (marzo de 2013), delinea lo que la ISO define como su nuevo enfoque del feminismo. La “teorización” de Smith se basa en gran medida en el concepto de que el trabajo doméstico no remunerado es el fundamento de la opresión de la mujer, como lo presenta Vogel en Marxism and the Oppression of Women: Toward a Unitary Theory.
Smith comienza criticando a Karl Marx y Friedrich Engels, un requisito esencial para acceder al medio feminista pequeñoburgués: “La manera en que Marx y Engels describen la opresión de la mujer presenta frecuentemente componentes contradictorios: en algunos sentidos cuestionando fundamentalmente el status quo de género, pero meramente reflejándolo en otros”. Smith critica incluso más agudamente la Revolución Bolchevique de 1917 en Rusia, un evento que los liberales, feministas o no, consideran en el mejor de los casos un experimento utópico fallido y, en el peor, el nacimiento de un estado policiaco totalitario.
Haciéndole el juego a los prejuicios anticomunistas, Smith afirma que los bolcheviques apoyaron el papel tradicional de la mujer, haciendo de la maternidad el más alto deber social: “A pesar de los enormes logros de la Revolución Rusa de 1917 —incluyendo la legalización del aborto y el divorcio, el derecho al voto y a contender por puestos públicos y la abrogación de leyes que criminalizaban la prostitución y la sexualidad gay—, ésta no produjo una teoría capaz de enfrentar las normas naturales heterosexuales o la prioridad dada al destino maternal de las mujeres”. Smith procede a citar una declaración de John Riddell, un historiador izquierdista que frecuentemente publica en la International Socialist Review de la ISO: “Las mujeres comunistas en ese periodo veían el tener hijos como una responsabilidad social y buscaban ayudar a las ‘mujeres pobres que desean experimentar la maternidad como la más elevada felicidad’”.
Apoyándose en una cita sacada de contexto, Smith y Riddell falsifican la doctrina y la práctica bolcheviques. Los bolcheviques veían el remplazo de la familia a través de métodos colectivos para la crianza de los niños no como un objetivo distante en una futura sociedad comunista, sino como un programa que estaban empezando a implementar en el estado obrero ruso soviético existente. Alexandra Kollontai, una de las dirigentes del trabajo bolchevique entre las mujeres, abogó por instituciones socializadas que asumieran completa responsabilidad por los niños y su bienestar físico y sicológico desde la infancia. En su discurso al I Congreso de Mujeres Trabajadoras de Toda Rusia en 1918, declaró:
“Gradualmente, la sociedad se hará cargo de todas aquellas obligaciones que antes recaían sobre los padres...
“Existen ya casas para los niños lactantes, guarderías infantiles, jardines de la infancia, colonias y hogares para niños, enfermerías y sanatorios para los enfermos o delicados, restaurantes, comedores gratuitos para los discípulos en escuelas, libros de estudio gratuitos, ropas de abrigo y calzado para los niños de los establecimientos de enseñanza. ¿Todo esto no demuestra suficientemente que el niño sale ya del marco estrecho de la familia, pasando la carga de su crianza y educación de los padres a la colectividad?”
—“El comunismo y la familia”, Editorial Marxista, Barcelona, 1937
En una sociedad socialista, el personal encargado del cuidado y la educación en guarderías, jardines de niños y las escuelas preescolares estará compuesto de hombres y mujeres. De este modo —y sólo de este modo—, podrá eliminarse la división ancestral del trabajo entre hombres y mujeres en el cuidado de los niños pequeños.
El punto de vista de Kollontai acerca del futuro de la familia no era inusual entre los dirigentes bolcheviques. En La mujer, el estado y la revolución: Política familiar y vida social soviéticas, 1917-1936 (Ediciones IPS, 2010), Wendy Goldman, una académica estadounidense de simpatías liberales feministas, escribe que Aleksandr Goijbarg, el principal autor del primer Código Sobre el Matrimonio, la Familia y la Tutela (1918), “alentaba a los padres a rechazar ‘su amor estrecho e irracional por sus hijos’. Según su punto de vista la crianza del estado ‘proveería resultados ampliamente superiores al abordaje privado, individual, irracional y no científico de padres individualmente “amorosos” pero “ignorantes”’”. Los bolcheviques no buscaban únicamente liberar a las mujeres del fastidio doméstico y la dominación patriarcal, sino también liberar a los niños de los efectos, frecuentemente nocivos, de la autoridad parental.
Los bolcheviques y el cuidado colectivo de los niños
Haciendo eco de Vogel, Smith escribe:
“Si la función económica de la familia obrera, tan crucial en la reproducción de la fuerza de trabajo para el sistema capitalista —y que al mismo tiempo forma la raíz social de toda la opresión de la mujer—, fuera eliminada, se sentarían las bases materiales para la liberación de la mujer. Este resultado sólo puede empezar a obtenerse mediante la eliminación del sistema capitalista y su remplazo por una sociedad socialista que colectivice el trabajo doméstico antes asignado a las mujeres”.
Aquí, el uso que hace Smith del término “trabajo doméstico” resulta ambiguo. ¿Se refiere únicamente a los quehaceres domésticos y al cuidado físico de los niños pequeños? ¿Y qué hay del “trabajo doméstico” que implica lo que se considera la tutela parental hoy día en EE.UU.? Smith no nos lo dice. Simplemente ignora la cuestión de las relaciones interpersonales entre las madres y sus hijos: escuchar y hablar con ellos de sus problemas, deseos y miedos; enseñarles los primeros pasos en el lenguaje y las bases de higiene, seguridad y otras tareas prácticas; jugar con ellos; ayudarles con su tarea. Al ignorar estas interacciones como parte del dominio colectivo, la idea del socialismo de Smith es enteramente compatible con la preservación de la familia, excluyendo los quehaceres domésticos.
¿Por qué esta ambigüedad en una cuestión tan crucial? La ISO apela a los jóvenes idealistas de la izquierda liberal promoviendo una versión del “marxismo” adaptada a sus puntos de vista y a sus prejuicios. Esta organización no toma casi nunca una posición sobre tema alguno que sea verdaderamente impopular en el medio de los radicales liberales estadounidenses. Las jóvenes feministas encontrarán muy atractiva la idea de una vida familiar sin quehaceres domésticos. Pero, ¿abandonar la perspectiva de un hogar familiar propio y la preocupación exclusiva por sus “propios” hijos? La audiencia pequeñoburguesa a la que se dirige Smith se horrorizaría ante el programa bolchevique para la transformación de la vida cotidiana a través de los métodos colectivos de vida. Como escribió Kollontai:
“La mujer, a la que invitamos a que luche por la gran causa de la liberación de los trabajadores, tiene que saber que en el nuevo estado no habrá motivo alguno para separaciones mezquinas, como ocurre ahora.
“‘Estos son mis hijos. Ellos son los únicos a quienes debo toda mi atención maternal, todo mi afecto; ésos son hijos tuyos; son los hijos del vecino. No tengo nada que ver con ellos. Tengo bastante con los míos propios’.
“Desde ahora, la madre obrera que tenga plena conciencia de su función social, se elevará a tal extremo que llegará a no establecer diferencias entre ‘los tuyos y los míos’; tendrá que recordar siempre que desde ahora no habrá más que ‘nuestros’ hijos, los del estado comunista, posesión común de todos los trabajadores”.
En 1929, el Partido Comunista (PC) ruso todavía llamaba por la extinción de la familia, a pesar del ascenso al poder político de una casta burocrática conservadora dirigida por I.V. Stalin cinco años antes. Pero como escribimos en “La Revolución Rusa y la emancipación de la mujer”: “Para 1936-37, cuando la degeneración del PC ruso ya estaba completa, la doctrina estalinista declaró eso un ‘craso error’ y llamó por una ‘reconstrucción de la familia sobre una nueva base socialista’”.
La familia como una construcción social
Mientras que Smith y Riddell afirman falsamente que el régimen bolchevique de los primeros años apoyaba el papel tradicional de las mujeres como principales cuidadoras de sus niños pequeños, Goldman lo critica por no hacerlo:
“Los bolcheviques les adjudicaban poca importancia a los poderosos lazos emocionales entre padres e hijos. Asumían que la mayor parte del cuidado necesario de los niños, hasta de los más pequeños, podía ser relegado a empleados públicos pagos. Tendían a menospreciar el rol del lazo madre-hijo en la supervivencia infantil y el desarrollo del niño en edad temprana, por más que hasta un conocimiento rudimentario del trabajo de guarderías pre-revolucionarias hubiera revelado las tasas de supervivencia escandalosamente bajas para niños pequeños en contextos institucionales y los obstáculos para el desarrollo infantil sano”.
Esta analogía es completamente inválida. El trato y la suerte de los niños pequeños en los empobrecidos orfanatorios de la Rusia zarista no pueden ser comparados de ningún modo con el cuidado colectivo de los niños en una sociedad revolucionaria. Un estado obrero, particularmente en un país económicamente avanzando, tendría los recursos humanos y materiales para proporcionar un cuidado para los niños pequeños muy superior en todos los aspectos al de una madre en el contexto privado del hogar familiar.
Más aún, los bolcheviques pusieron gran énfasis en la salud y el bienestar de las madres y los niños. El Código Laboral de 1918 proporcionaba un descanso pagado de 30 minutos al menos cada tres horas para alimentar a un bebé. El programa de seguridad maternal implementado ese mismo año proveía una licencia por maternidad pagada de ocho semanas, recesos para el cuidado infantil e instalaciones de descanso en las fábricas para las mujeres en el trabajo, cuidado pre y postnatal gratuito y pensiones en efectivo. Con la red de clínicas de maternidad, consultorios, comedores, guarderías y hogares para las madres y los bebés, este programa probablemente fue la innovación más popular del régimen soviético entre las mujeres.
Los feministas en EE.UU. y otros lugares denuncian frecuentemente la proposición de que “la biología determina el destino” como una expresión de machismo. Y, sin embargo, Goldman asume que las mujeres, o incluso los hombres, que no tienen relación biológica con los bebés ni los niños pequeños son incapaces de desarrollar los mismos sentimientos de protección hacia ellos que sus madres biológicas. Los padres de niños adoptados probablemente tendrán algo que decir contra esta idea. Pero la práctica moderna de la adopción en EE.UU. también está basada en la idea de que sólo en el contexto de una “familia” —ya sea de madre y padre biológicos, padres adoptivos o padres gay o transgénero— los niños pueden recibir el cuidado y el amor necesarios. Lejos de ser un hecho natural, la idea de que los niños sólo pueden desarrollarse con éxito en el contexto de una familia es una construcción social.
Cuando la gente vivía como cazadores-recolectores (durante la vasta mayoría de los 200 mil años en los que ha existido nuestra especie), la banda o la tribu, no “la pareja”, era la unidad básica de la existencia humana. Un ejemplo del pasado no muy distante viene del testimonio de los misioneros jesuitas del siglo XVII entre el pueblo de cazadores naskapi de Labrador. Como lo cuenta Eleanor Burke Leacock en su magnífica introducción a El origen de la familia, la propiedad privada y el estado de Engels (International Publishers, 1972), los jesuitas se quejaban de la libertad sexual de las mujeres naskapi, señalándole a un hombre que “no estaba seguro de que su hijo, que estaba ahí presente, fuera su hijo”. La respuesta del naskapi es reveladora: “Ustedes no tienen sentido. Ustedes los franceses aman sólo a sus propios hijos; pero nosotros amamos a todos los niños de nuestra tribu”.
La desaparición de las clases y la propiedad privada bajo el comunismo conduciría inevitablemente a la completa libertad en las relaciones sexuales y a la desaparición de cualquier concepto de legitimidad e ilegitimidad. Todo el mundo tendría acceso a los beneficios completos de la sociedad por el sólo hecho de ser ciudadano del soviet internacional.
La familia como portadora de la ideología burguesa
Vogel y Smith limitan implícitamente el concepto de trabajo doméstico a las actividades físicas. De ese modo, Smith escribe: “Las actividades cotidianas de la familia aún giran alrededor de la alimentación, el vestido, la limpieza y el cuidado en general de sus miembros, y esa responsabilidad aún recae principalmente en las mujeres”. Pero criar hijos con miras a su eventual ingreso al mercado laboral no es como criar becerros y corderos para el mercado ganadero. La reproducción de la fuerza de trabajo humana no tiene sólo un componente biológico, sino también uno social, es decir ideológico. Llevar a un niño a la iglesia o a recibir educación religiosa también es una forma de trabajo doméstico, importante a su modo para la preservación del sistema capitalista; lo mismo sucede con llevar a un niño a ver una película que glorifica los “valores familiares”, el patriotismo, etc. La familia es la principal institución a través de la cual la ideología burguesa en sus distintas formas se transmite de una generación a la siguiente.
En El ABC del comunismo (1919), escrito por dos dirigentes bolcheviques, Nikolai Bujarin y Evguenii Preobrazhensky, se explica cómo la diminuta minoría de capitalistas no puede dominar a la clase obrera utilizando sólo la fuerza física y la coerción impuestas por la policía y el ejército. La preservación del sistema capitalista también requiere de la fuerza de las ideas:
“La burguesía comprende que no puede someter a la clase obrera con la sola fuerza bruta. Sabe que es necesario nublar también el cerebro... El estado capitalista educa especialistas para el acretinamiento y la doma del proletariado: maestros burgueses y profesores, curas y obispos, plumíferos y periodistas burgueses”.
Bujarin y Preobrazhensky señalaron tres instituciones fundamentales para mantener el dominio ideológico de la burguesía: el sistema educativo, la iglesia y la prensa (los medios masivos actualmente incluyen también al cine, la televisión y el Internet).
En los países capitalistas avanzados, en los que los niños son normalmente considerados propiedad de sus padres, la familia tiene relaciones distintas con cada una de esas instituciones. A partir de los cinco o seis años, los niños están legalmente obligados a asistir a la escuela (pública o privada) y los niños más chicos con frecuencia van a preescolar. Desde muy temprana edad, los niños ven televisión; algunos padres, más frecuentemente las madres, controlan lo que ven. A diferencia de los maestros y los productores de televisión, los clérigos no tienen un acceso tan automático a los niños pequeños: en EE.UU. y otros países, los padres deciden si sus hijos reciben adoctrinamiento religioso o no. Al menos al inicio, este adoctrinamiento les es impuesto a los niños en contra de sus deseos subjetivos. Probablemente no hay en el planeta un niño de cuatro o cinco años que prefiera asistir a servicios religiosos en vez de jugar con otros niños.
Tomemos el caso de un niño de diez años cuyos padres son católicos practicantes. Desde que tiene memoria lo han llevado a misa. Ha ido a una escuela católica en vez de ir a la escuela pública, o adicionalmente a ésta. En casa, ha escuchado rezos antes de cada comida y experimentado múltiples expresiones de fe religiosa en la vida doméstica cotidiana. Hay grandes probabilidades de que un niño como éste suscriba las creencias y doctrinas católicas al menos hasta una etapa posterior de su vida en la que se vea libre de la autoridad de sus padres.
Por otro lado, veamos ahora el caso de un niño de diez años cuyos padres no son religiosos. Su conocimiento de la religión está limitado a lo que ha aprendido en la escuela pública e información ocasional obtenida de programas de televisión, películas y discusiones con otros niños de mentalidad religiosa. Un niño así casi seguramente no será religioso. Pero no tener religión no inmuniza a un niño de otras formas probablemente “progresistas” de ideología burguesa. Un niño criado por padres que suscriben el “humanismo secular” muy probablemente se considerará políticamente liberal en EE.UU. o socialdemócrata en Europa, y probablemente demostrará elitismo intelectual. Así mismo, existe una corriente del libertarismo ateo (asociada con Ayn Rand) que glorifica el individualismo egoísta y el capitalismo de “libre mercado”. La religión no es la única forma de ideología burguesa reaccionaria.
La familia oprime a los niños al igual que a las mujeres, y deforma muchísimo la conciencia de los hombres también. Los feministas, liberales y “socialistas”, ignoran este hecho social fundamental, si no es que abiertamente lo niegan. Para éstos, reconocer que la opresión de los niños es intrínseca a la familia significaría (¡horror de horrores!) criticar el comportamiento socialmente condicionado de las mujeres en su papel de madres. Marxistas autoproclamados como Vogel y Smith, que promueven la tesis de que el trabajo doméstico es la base de la opresión de las mujeres, tratan implícitamente a las mujeres como si sólo hicieran bien a sus hijos.
Contra la represión sexual de los niños
Aunque la mayoría de los feministas condenarían el abuso físico de los niños, en los hechos permanecen indiferentes al abuso sicológico. Por tomar sólo un ejemplo, los hijos de padres fundamentalistas cristianos (católicos o protestantes) sufren la tortura mental de creer que irán al infierno si no se portan bien.
La represión sexual de los niños, que se extiende a la adolescencia, está bastante más extendida y causa daños sicológicos más graves. La sociedad capitalista está diseñada para penalizar la expresión de sexualidad de los niños desde el nacimiento. Incluso los padres más instruidos no pueden proteger a sus hijos de la ideología moralista y antisexo que permea la sociedad estadounidense —desde los pasillos decorados en azul y rosa en las jugueterías hasta la prohibición de desnudez en público y la demonización de la actividad sexual de los niños, incluida la masturbación—. Como principales cuidadoras de los bebés y los niños pequeños, las madres (más que los padres), inician el proceso de represión sexual, enseñándoles a los niños a sentirse avergonzados de sus cuerpos y a suprimir su curiosidad natural.
August Bebel, uno de los principales dirigentes de la socialdemocracia alemana a finales del siglo XIX y principios del XX, parece un libertario sexual radical en comparación de los “feministas socialistas” de hoy en día. En La mujer y el socialismo, insistía:
“La satisfacción del instinto sexual es asunto personal de cada uno lo mismo que la satisfacción de cualquier otro instinto natural. Nadie tendrá que dar cuentas a otro ni se entremezclará nadie a quien no se le llame... El hecho de que desaparezca esa vergüenza tonta y ese ridículo secreto para hablar de las cosas sexuales, dará al trato entre los sexos una forma mucho más natural que hoy” [énfasis en el original].
Uno puede leer cientos de páginas escritas por los “feministas socialistas” modernos sin encontrar un solo argumento de que una sociedad socialista le permitirá a todo mundo satisfacer mejor sus deseos y necesidades sexuales.
El futuro comunista
Bajo el comunismo, la gente tendrá la genuina y auténtica libertad de construir y reconstruir sus relaciones interpersonales. Desde luego, esta libertad no es absoluta. La humanidad no puede trascender sus características biológicas y su relación con el entorno natural. El hombre y la mujer comunistas también envejecerán y morirán. Tampoco es posible borrar por completo el pasado y construir la sociedad desde cero. La humanidad comunista heredará, para bien y para mal, el legado cultural acumulado de nuestra especie. No podemos s aber qué prácticas sexuales existirán en la sociedad comunista porque serán determinadas en el futuro. Cualquier proyección, y más aún una prescripción, llevaría consigo las actitudes, los valores y los prejuicios formados en una sociedad de clases represiva.
Una diferencia fundamental entre los marxistas y los feministas, ya sean liberales o supuestamente socialistas, es que nuestro objetivo final no es la equidad entre los géneros como tal, sino el desarrollo progresista de la especie humana en su conjunto. La crianza comunal de los niños bajo condiciones de abundancia material y riqueza cultural producirá seres humanos cuyas capacidades mentales y bienestar sicológico serán vastamente superiores a las de la gente en esta sociedad empobrecida, opresiva y dividida en clases. En un discurso de 1932 acerca de la Revolución Rusa, “¿Qué fue la Revolución Rusa?”, León Trotsky dijo:
“Verdad es que la humanidad ha producido más de una vez gigantes del pensamiento y de la acción que sobrepasaban a sus contemporáneos como cumbres en una cadena de montañas. El género humano tiene derecho a estar orgulloso de sus Aristóteles, Shakespeare, Darwin, Beethoven, Goethe, Marx, Edison, Lenin. ¿Pero por qué estos hombres son tan escasos? Ante todo, porque han salido, casi sin excepción, de las clases elevadas y medias. Salvo raras excepciones, los destellos del genio quedan ahogados en las entrañas oprimidas del pueblo, antes que ellas puedan incluso brotar. Pero también porque el proceso de generación, de desarrollo y de educación del hombre permaneció y permanece siendo en su esencia obra del azar; no esclarecido por la teoría y la práctica; no sometido a la conciencia y a la voluntad...
“Cuando haya terminado con las fuerzas anárquicas de su propia sociedad, el hombre trabajará sobre sí mismo en los morteros, con las herramientas del químico. Por primera vez, la humanidad se considerará a sí misma como una materia prima y, en el mejor de los casos, como un producto semiacabado físico y psíquico. El socialismo significará un salto del reino de la necesidad al reino de la libertad. También es en este sentido que el hombre de hoy, lleno de contradicciones y sin armonía, franqueará la vía hacia una nueva especie más feliz”.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/familia.html
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2016.05.15 08:30 EDUARDOMOLINA Los efectos del 15-M: un movimiento que fue más allá de la política. Los indignados contribuyeron a sacar a la luz preocupaciones que no habían saltado al debate público como la corrupción o el sistema de representación política

Por Elena Herrera
http://www.infolibre.es/noticias/politica/2016/05/15/analisis_efectos_49738_1012.html
"El 15-M cumple cinco años en mitad del escenario político más indefinido de las últimas décadas. La crisis económica y, con ella, la crisis de desafección hacia la clase dirigente han estallado como un terremoto que ha removido el sistema tal y como lo conocíamos hasta la fecha. A esta detonación contribuyó el movimiento de los indignados, aunque entre el legado de esas movilizaciones no sólo está el severo correctivo que los electores han dado en las urnas a PP y PSOE y el surgimiento de nuevas formaciones políticas.
Con la perspectiva que da el paso de los años, expertos y analistas de los movimientos sociales y la comunicación política consultados por infoLibre creen que el 15-M tuvo la capacidad de poner en el espacio público preocupaciones que ya estaban en la mente de la gente pero que nadie había aglutinado. A saber: la corrupción, el sistema de representación política, la falta de transparencia, el reparto de los costes de la crisis... Pero los expertos consultados creen también que ese estado de rebeldía que surgió en las plazas ha acabado teniendo efectos en otros aspectos como la forma de consumir y de valorar la actividad de las grandes empresas o en ámbitos como los medios de comunicación.
Belén Barreiro, directora de MyWord y expresidenta del Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS), sostiene que, en términos generales, el 15-M sirvió para coordinar un descontento que ya existía y en el que estaba de acuerdo la gran mayoría de españoles. Pues, a su juicio, aunque el movimiento tuvo "una representación más generacional", sus ideas sí fueron compartidas de una forma muy amplia. "El 15-M fue muy relevante para poner en el debate público asuntos que estaban en la mente de los ciudadanos pero cuya expresión nadie había coordinado", subraya.
Volviendo a la arena de la política institucional es innegable la influencia que ha tenido el 15-M en el surgimiento de nuevas fuerzas políticas. Lo explica el catedrático de Opinión Pública y Comunicación Política Víctor Sampedro, para quien el movimiento de los indignados contribuyó a "impedir" la deriva "antipopulista, nacionalista, xenófoba y de derechas" que han vivido otros países. "Aquí se canaliza no como antipolítica, sino como algo político que está logrando cosas a pesar de que su cuota de poder hasta el momento no es tan reseñable", asevera.
Sampedro se refiere, obviamente, a Podemos. Si bien cree que el 15-M también influyó en la creación de Ciudadanos y, por tanto, en la "ruptura" de la derecha, un espectro que antes sólo era patrimonio del PP. A su juicio, el estallido de marzo de 2011 también ha tenido réplicas en la periferia, donde contribuyó a "desactivar identitariamente" y a dar un sentido "más democrático" a los nacionalismos que eran hegemónicos hasta el momento. En este sentido, alude especialmente al caso de Convergència, que fue desalojada del Ayuntamiento de Barcelona por la activista Ada Colau.
Belén Barreiro coincide en que Podemos tiene un vínculo "más directo" con el 15-M porque recoge sus demandas de forma "casi literal", si bien también reseña la conexión con el partido de Albert Rivera en el sentido de que los indignados mostraron una "ruptura generacional" que es muy palpable en Ciudadanos, que apenas tiene votantes de más de 65 años. "Detrás de esa ruptura que está marcando mucho el comportamiento electoral y que explica la crisis del bipartidismo está una generación que se siente peor tratada, que tiene peores salarios... y, en definitiva, que se ve como víctima de esa injusticia social", explica.
La revolución digital.- El 15-M fue un movimiento que eclosionó en un entorno meramente digital, en el que el activismo en las plazas se complementó con el activismo en internet en un momento en el que plataformas como Twitter estaban en plena expansión. De hecho, algunos de sus precursores llevaban tiempo trabajando en redes vinculadas a la defensa de la cultura libre. Las redes sociales se convirtieron entonces en el sitio perfecto para compartir ideas de manera espontánea, sin contar con la organización o el apoyo de estructuras políticas o sindicales.
La socióloga Elena Gil, que realiza su tesis doctoral sobre las nuevas formas de participación ciudadana, identifica en lo que fue el 15-M valores que se pueden reconocer en iniciativas que están actualmente muy en boga como el crowdfunding o micromecenazgo colectivo, la filosofía del coworking o de los espacios compartidos de trabajo, o la revolución revolución cultural del procomún, en la que se cuestiona la propiedad intelectual. Así, Gil alude a la importancia que se daba en el movimiento de los indignados a la libre circulación de la información y al software libre, el rechazo a lo que tiene que ver con lo "institucional y burocrático", el valor de la horizontalidad...
En este sentido, Barreiro considera que esta digitalización también ha contribuido a armar de fuerza a la ciudadanía y a generar lo que los sociólogos han definido como "consumidor rebelde". "Igual en política existe un votante rebelde –crítico con el sistema y normalmente más afectado que protegido–, también ha surgido a raíz el 15-M y de la digitalización el consumidor rebelde, que es muy crítico con las grandes empresas multinacionales y que busca formas alternativa de consumo, más colaborativas… El fenómeno de rebelión no se da sólo en la política", subraya.
"Lo más importante del consenso social del 15-M es cómo ha contribuido a generar nuevas formas de comunicarse, de relacionarse, de compartir y de disputar, por ejemplo, nociones como la del bien común", añade Sampedro. Y cita aspectos como la reformulación del cooperativismo, las nuevas formas de sindicalismo o el auge de las pequeñas empresas ligadas a lo local, al comercio justo y a normas mínimas de responsabilidad social no utilizadas como marketing sino como la expresión de algo que es "político".
En último lugar, Sampedro señala que los tentáculos del 15-M, a su juicio, también han tocado al sector de los medios de comunicación de masas. "Este nuevo tipo de consumidor, que es muy activo en las redes sociales, es el que se compromete y contribuye incluso a la financiación de proyectos informativos, que es algo que no había ocurrido hasta el momento", subraya. A su juicio, es interesante ver la respuesta que se ha dado desde el mundo de la comunicación con el surgimiento de nuevos medios a una crisis que, además de política y económica, él cree que es mediática. "
Infolibre.es
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2016.03.30 10:19 EDUARDOMOLINA PABLO IGLESIAS.- Mi cabeza política se hizo en Italia.- ctxt

http://ctxt.es/es/20160323/Politica/5015/Entrevista-Pablo-Iglesias-gobierno-España-Entrevistas-Elecciones-20D-¿Gatopardo-o-cambio-real.htm
Como Podemos, Pablo Iglesias tiene al menos dos almas. En la distancia corta es un tipo tímido, pausado, bien articulado, culto sin llegar a la pedantería --aunque a ratos se pone un poco cursi, no llega a caer en la novela rosa. Se diría que este Iglesias profesoral es una persona distinta a la fiera corrupia que se zampaba a los más agresivos contertulios televisivos de Intereconomía o La Sexta, muy diferente del tribuno que un día lanza cal viva contra las bancadas socialistas para luego susurrarle a Pedro Sánchez “solo faltamos tú y yo”.
Esta multiplicidad de personalidades resume también la montaña rusa existencial en la que vive Podemos, un partido-niño formado por mil mareas, orígenes, corrientes: comunistas gramscianos de la vieja IU, activistas de la PAH, populistas criados en Laclau y curtidos en asesorías peronistas y bolivarianas, humildes indignados del 15M, cristianos de base de las periferias urbanas, profesores, doctores y analistas del CEPS, En Comú, Andalucía, Guanyem…
Viviendo y muriendo de éxito a la vez, víctima y beneficiario de sus contradicciones y su indefinición asamblearia, Podemos se ha convertido en solo dos años en la gran esperanza de la izquierda europea, una vez certificada la claudicación de Syriza ante la Troika. Tras revolucionar el mapa municipal y tomar el poder en las grandes ciudades, y después de sacar cinco millones de votos el 20D, Podemos y sus confluencias viven un periodo convulso: enfrentamientos, filtraciones, dimisiones, ceses... Nadie sabe cómo acabará este enorme lío. Pero la impresión es que Iglesias ha tomado las riendas en Madrid y ha dejado desarmado a su amigo y número dos, Íñigo Errejón, al que conoció en la Facultad de Políticas de Somosaguas (Madrid) cuando él tenía 23 años y Errejón 18, y al que durante la entrevista se referirá, entre bromas y veras, con estas palabras: “Nunca ha dejado de ser el benjamín”.
Iglesias parece transformado, más conservador, mucho más cauto y conciliador. Cuando se le pregunta por el pacto con el PSOE, no pone reparos, líneas rojas, ni exigencias. Oyéndole, se diría que su estrategia pasa hoy por dos opciones que en realidad son solo una: o gobernar con el PSOE casi sin condiciones, o repetición de elecciones sin dejarse culpar del adelanto.
El líder de Podemos (Madrid, 1978) llega puntual a la sede de CTXT para una conversación de una hora con miembros del consejo editorial y la redacción --Miguel Mora, Soledad Gallego-Díaz, Ignacio Sánchez-Cuenca, Mónica Andrade y Willy Veleta-. Va acompañado por un séquito de cuatro jóvenes asistentes que no se despegan del móvil. Tiene ojeras y mala cara: un reciente cólico nefrítico, provocado, explica, por una pequeña piedra en el riñón que todavía no ha expulsado.
Es martes 22 de marzo, y hace solo un rato que se han producido los atentados de Bruselas. A mitad de la hora pactada, Iglesias y los suyos tienen que salir corriendo para acudir al homenaje a las víctimas organizado por el ayuntamiento madrileño. Poco después, completamos la entrevista por el móvil: más de 100 minutos, que publicamos de forma íntegra, dividida en cuatro bloques: Pablo, según Iglesias; La crisis de Podemos; España, pacto o elecciones, y ¿Otra Europa es posible?
BLOQUE 1. PABLO, SEGÚN IGLESIAS.
"Políticamente soy un italiano. Mi cabeza política se hizo en Italia"
¿Querría explicar en cinco o seis frases quién es Pablo Iglesias?
Soy tímido, aunque no lo parezca. Amante de una cierta soledad para leer, para ver películas, para ver series. Al mismo tiempo con una enorme pasión para las cosas. Necesito la pasión para hacer cualquier cosa. Con mucha pasión por aprender, y con mucho que mejorar. Fundamentalmente, un tipo sencillo. Una de las cosas que más me gustan es cuando la gente que acaba de conocerme me dice: ‘Hostia, eres un tipo bastante normal’.
Más normal de lo que parecía en la tele…
Claro, ese contraste sorprende a mucha gente. Una cosa que me han dicho y que me encanta es: ‘Ganas mucho en la distancia corta’.
¿Qué recuerdos tiene de la infancia? ¿Se siente soriano?
Sí, sí. Decía Rilke que la patria de uno es su infancia, y mi patria tiene una localización geográfica muy clara, que es Soria. Yo pasé en Soria desde los 2 años hasta los 13.
¿Eso curte, no?
Sí, claro, se pasa frío. Pero para ser niño Soria es una ciudad maravillosa. Yo iba por ahí con mi bicicleta tranquilamente. Toda la memoria sentimental de mi infancia está asociada a lugares de Soria. Si la patria de uno es la infancia, Soria es mi patria.
Después de Soria vino a Madrid, y estudió de todo… ¿Le enseñaron todo lo fundamental para ser político en la universidad y los másteres, o es un trabajo más duro de lo que pensaba?
Yo creo que es un trabajo como otro cualquiera, que no debería ser una profesión, sino una actividad a la que uno dedica un cierto tiempo. Es una actividad además que tiene que practicar gente con perfiles muy distintos. A mí me encanta estudiar. Las dos cosas que más me han gustado en la vida es recibir clase y dar clase. Supongo que eso me ha hecho aprender cosas que luego me han sido útiles en la política, pero la experiencia práctica no la sustituye nada. En estos dos años he aprendido una barbaridad y sigo aprendiendo mucho.
¿Más que leyendo?
Hace poco volví a releer El Príncipe, que lo había leído antes dos veces por lo menos. Es curiosísimo que al leerlo al mismo tiempo que estás practicando la política, cambia completamente… Recuerdo que tenía los subrayados originales míos, y en los nuevos prestaba atención a otros elementos. Supongo que eso tiene que ver con practicar la política de manera tan intensa y directa...
¿Maquiavelo tenía más razón de la que pensaba?
No es tanto más razón, sino que en realidad lo que está escribiendo Don Nicolás es un manual con un enorme sentido práctico. Maquiavelo no es un erudito metódico. Como diría Gramsci, es un hombre de acción. Está siempre pensando en la acción, y logra aislar la política como disciplina de otro tipo de consideraciones. Es impresionante el enorme sentido común de las reflexiones del libro, incluso cuando es un tipo del siglo XVI que está pensando en las repúblicas y en los Estados italianos, que es lo que tiene a mano, tomando las experiencias de la Roma y la Grecia clásicas... Han pasado muchas cosas en estos 500 años, y aun así tiene reflexiones magníficas.
¿Le da tiempo a leer la prensa cada día? ¿Lee papel o solo Internet?
Leo los dosieres que me prepara el equipo.
¿Los clippings, en papel grapado?
Depende, si lo puedo imprimir lo imprimo y lo grapo. Si no, lo leo en el ordenador, o los días que tengo que salir muy temprano lo leo en el teléfono. En esos dosieres viene un resumen con una sección de artículos de opinión que me prepara el equipo. La verdad es que leo más prensa que nunca, esa selección me hace leer artículos muy valiosos.
¿Le ponen artículos de CTXT?
Sí, de vez en cuando. Algún editorial malvado vuestro he leído, en el que nos dabais caña. Luego están algunos imprescindibles. Uno de los articulistas que nunca falla, lo digo siempre, es Enric Juliana. Para mí, el análisis diario de Juliana es como ir a misa para la gente de comunión diaria.
Albert Camus decía que un país vale lo que vale su prensa. ¿Cómo ve la situación de los medios en España?
Era bastante cruel Albert Camus al decir eso con muchos países. Un político profesional solo puede hablar bien de la prensa. Punto y final.
Pregunta un lector: ¿Cree que su política, de tan buen e infinito trato con los medios, está siendo efectiva?
Es inevitable. Yo creo que la política, entre otras cosas, es una definición de la realidad. Nunca ha estado la política tan mediatizada por los medios como ahora, y mira que llevan décadas con eso. Seguramente los medios son el terreno fundamental de la política, y eso tiene que implicar mucho tiempo y muchas técnicas para que la comunicación funcione. Eso es así desde hace mucho tiempo, pero yo diría que cada vez más.
Y hace falta tragar mucha quina, imagino.
Eso es inevitable. Recuerdo un político conservador, con el que hablaba en el Parlamento Europeo, que me decía: “Mira, esto que hacemos nosotros consiste en levantarse por la mañanas y que te sirvan un plato con un sapito, y a ese sapito le tienes que echar sal, le tienes que echar pimienta… lo que quieras, pero te lo tienes que comer todas las mañanas…”. Y eso es así.
Manolo Monereo ha escrito en Cuarto Poder que hay una cacería organizada por PRISA y los poderes financieros para acabar con Podemos. ¿Cree que es cierto? ¿Se siente acosado?
Monereo es un sabio, es uno de los intelectuales de la izquierda más lúcidos, y con muchísima experiencia. Creo que en los últimos artículos y también en este señala algunas de las claves de lo que está ocurriendo.
Hay un personaje en The Wire que dice “This is the Game!”, y efectivamente este es el juego en el que estamos; y es lógico que a nosotros nos den caña, es parte de las reglas del juego.
Por cierto, usted y Juan Carlos Monedero llevan años ejerciendo de periodistas / analistas y presentadores. ¿Aprendieron de Beppe Grillo? ¿No le parece una forma de intrusismo que un líder político haga periodismo?
En realidad a mí, desde que empezamos a hacer La Tuerka, me entusiasmaba dirigir y presentar una tertulia que siempre ha querido tener un estilo diferente al de las tertulias convencionales o al de otras tertulias, ni mejor ni peor, simplemente diferente. Creo que tanto La Tuerka como Fort Apache se han ganado un enorme prestigio por eso, hasta el punto de que nos han dado premios en facultades de Periodismo... Eso es un honor y al mismo tiempo un placer; si alguien se ha sentido ofendido por el intrusismo, nosotros lo hacemos desde mucho antes de que existiese Podemos, nos entusiasmaba hacerlo, y nos sigue entusiasmando...
En el artículo que publicó en New Left Review en julio del año pasado hablaba de “el pueblo de la televisión”. ¿Cómo puede un tipo que ha estudiado en Cambridge y Suiza ser tertuliano en Intereconomía?¿Es su personaje político un producto de la TDT y las tertulias?
En realidad en Intereconomía había días en los que no se discutía mal, más o menos te dejaban expresarte. Pero para nosotros era una cuestión fundamental: habíamos llegado a la conclusión de que los medios de comunicación, y en particular los formatos de las tertulias políticas, eran el instrumento fundamental para generar imaginario. Nos habíamos dado cuenta de que el estilo que nosotros manejábamos en la universidad, cuando dábamos charlas o hacíamos seminarios, se alejaba mucho de las técnicas a través de las cuales se informaba o formaba la opinión. Intentamos ser rigurosos y amenos, sabiendo que las técnicas de la comunicación se basan en el mundo audiovisual y que teníamos que intentar manejar esas técnicas, siendo al mismo tiempo rigurosos. Intereconomía, La Sexta Noche y Las Mañanas de Cuatro fueron como un entrenamiento. Recuerdo muchos de esos debates con muchísimo cariño. Y debatiendo en Intereconomía conocí a gente muy valiosa. A Javier Nart, que ahora es eurodiputado de Ciudadanos y es un hombre maravilloso, al que quiero mucho, lo conocí en El Gato al agua; al señor Alejo Vidal-Quadras, con el que me separan muchísimas cosas a nivel ideológico pero que me parece un hombre inteligente, también. Y también allí fue la primera vez que escuché debatir a Francesc Homs, de Democràcia i Llibertat. Allí aprendí muchas cosas...
En aquel artículo, analizaba “la incipiente crisis del régimen postfranquista, enfangado en la corrupción y la recesión económica, y las oportunidades que ello ofrece a una formación política popular que movilice el descontento social de los indignados…”. ¿Cree que han aprovechado esa situación y están haciendo todo lo posible para mitigar ese descontento? ¿No cree que el “régimen” está todavía muy vivo?
Efectivamente, nos enfrentamos a adversarios poderosísimos que están acostumbrados a ganar siempre, incluso cuando parece que no han ganado a veces ganan también, pero el juego es así. De momento, lo que hemos conseguido creo que nadie se lo podía imaginar, creo que las élites nunca vieron un actor con las capacidades que ha demostrado Podemos. Eso no quiere decir que a partir de ahora no vaya a ser difícil, es más, va a ser mucho más difícil, cada vez va a ser más difícil y yo creo que eso se nota. Nosotros fuimos capaces de patear el tablero, de reponernos y salir muy reforzados de ataques muy agresivos. Me acuerdo perfectamente de lo que me preguntaban en las entrevistas en octubre o noviembre, y creo que tuvimos un resultado electoral espectacular. Pero eso no cambia que la situación económica del país es difícil, que el poder de las élites es enorme, que nosotros podemos sufrir el desgaste de nuestras contradicciones y que la política no termina de... Es extremadamente complicado. Bueno, pues tendremos que adaptarnos y seguir combatiendo, haciendo eso que pedía Gramsci: “Necesitamos toda la fuerza, toda la inteligencia y toda la ilusión en un combate que es difícil y donde el adversario siempre es muchísimo más poderoso”.
Eso recuerda un poco al Atleti del Cholo Simeone, una especie de tercera vía insumisa y solidaria contra la bipolaridad... deportiva y política.
Siempre me ha entusiasmado el Cholo Simeone y su Atlético de Madrid por eso. Es un equipo con menos recursos deportivos que los grandes y sin embargo con una enorme pasión y un estilo muy descarado y muy disciplinado al mismo tiempo. Y probablemente por eso el Cholo ha conseguido colocar a su equipo al nivel del Real Madrid o del Barça, y eso a mí me gusta. Me gusta su carácter.
Uno de sus lemas es "No consuman". Hay un video de 2013 en el que usted dice que le indigna que IU aceptara una consejería de Turismo en Andalucía y no exigiera un telediario. Eso son las cuotas de la RAI... Y añadía que en Turismo solo se podía crear empleo…
En aquella época podía decir lo que me diera la gana, no había consecuencias en lo que decía. Ahora tendría que ser mucho más prudente. Pero básicamente la idea que pretendía transmitir es que si haces política y vas a gobernar, quizá tenga sentido, sobre todo si lo vas a hacer desde una posición de debilidad, intentar intervenir en aquellas áreas que son más importantes y donde realmente se pueden lograr cambios en la vida de la gente o en la construcción del relato, que es una cosa fundamental en política. Y eso lo sigo pensando.
¿En un hipotético acuerdo de gobierno con el PSOE, incluirían una reivindicación de ese tipo? ¿Controlar los informativos?
Pero no necesariamente para que estuviéramos nosotros. Nosotros tuvimos un debate sobre si gobernar o no con el Partido Socialista y al final todos tuvimos claro que si gobernamos, gobernamos. Si vamos en serio, vamos en serio. Y eso quiere decir que asumimos todas las contradicciones, todos los problemas, que podremos hacer cosas mal, que nos van a dar duro… Pero que no vamos a hacer esto a medias. Gobernar implica asumir responsabilidades de gobierno y asumirlas en muchos ámbitos, las que puedan ser aparentemente más sencillas y más inocuas pero las más importantes también. Yo creo que eso forma parte del estilo de Podemos desde el principio. No nacimos para ser una fuerza política testimonial o subalterna, sino para intentar ganar. A veces lo conseguiremos, a veces no, haremos cosas bien y cosas mal, pero desde el principio nuestra mentalidad ha sido ganadora. Creo que esa es una de las cosas que explica también la caña que nos dan. Hemos sido y somos muy osados y muy descarados, y es lógico que quien lleva muchos años en esto diga: pero bueno, ¿qué os habéis creído? Seguramente, si no hubiésemos sido así, no estaríamos donde estamos.
Hablemos de Italia, ¿qué aprendió allí?
Estuve primero de Erasmus cuando estudiaba cuarto de Derecho. Ese viaje me cambió la vida, también políticamente. Podría decir que políticamente soy un italiano, en Italia hice mi cabeza para pensar la política. Después he estado muchas más veces para viajes más cortos, y en 2007 estuve seis meses redactando mi tesis doctoral en Florencia… El Erasmus lo hice en Bolonia. Era muy importante políticamente, con una histórica alcaldía del Partido Comunista prácticamente desde después de la Segunda Guerra Mundial… Bologna La Rossa, la capital de la Emilia Romagna… Esos lugares tan importantes para el desarrollo italiano. Allí aprendí muchísimo.
¿Conoció los centros sociales? ¿Leyó a Gramsci y a Agamben, a los que tanto cita?
Cuando llegué era militante de las Juventudes Comunistas, con todas sus cosas bonitas y sus encantos. Era una organización muy clásica, muy dogmática, y además no era muy habitual entre los cuadros de las juventudes tener una formación cultural amplia. Había excepciones, en aquella época conocí a Manolo Monereo, y desde entonces le empecé a admirar muchísimo. Italia era otro planeta. Cuando vi los centros sociales, cuando vi las librerías, cuando me empecé a adentrar en las historias de los movimientos sociales de los años 70… Se abrió otro mundo. Allí conocí a amigos con los que después he coincidido en Podemos: a Gemma Ubasart, que también estaba de Erasmus. Allí empezaron una serie de lecturas, aprendí un idioma que no tiene la misma utilidad que el inglés... Pero para la política saber italiano marca la diferencia. Poder leer Il Manifesto, La Repubblica, tener acceso a unos textos que solo están en italiano… Italia tuvo mucha influencia sobre algunas generaciones de activistas madrileños y de otros lugares, y seguramente tiene mucho que ver con la forma en la que se hizo Podemos.
¿Estaba en Génova cuando sucedió la masacre de la Escuela Díaz?
Estaba en el autobús volviendo a España, era uno de los portavoces del Movimiento de Resistencia Global de Madrid, y como hablaba italiano estuve en la avanzadilla. Fue un movimiento que analicé con muchísimo detalle en mi tesis doctoral. Hice una versión de la tesis, que es ‘Desobedientes’, que cuenta aquello con mucho detalle...
Un inciso. Willy Veleta quiere saber con quién va a ver el nuevo episodio de Juego de Tronos
Es un secreto que me voy a llevar a la tumba.
¿Con el Rey? ¿Con el Rey emérito?
No lo puedo decir. ¿Te imaginas? Los dos en un sofá tapados con una manta...
¿Usted cree que Jon Snow… sí o no? Sin hacer spoiler...
A mí me encantaría que sí. Leí en la prensa que tenía contrato, así que eso me hace soñar con que se salva, pero no tengo ni idea de lo que pasará.
Bloque 2. ¿CRISIS, QUÉ CRISIS?
"Nadie es imprescindible en Podemos, tampoco sobra nadie"
¿Hace cuánto tiempo que conoce a Íñigo Errejón?
Nos conocimos cuando yo empecé a estudiar la segunda carrera, en Políticas. Nos llevamos cinco años. Yo tendría 23 y él 18.
Él era un benjamín entonces.
En realidad nunca ha dejado de serlo...
Un lector pregunta si son conscientes del tirón social que tiene la dupla Pablo Iglesias-Errejón. Y añade: ¿Qué aporta cada uno a Podemos?
En Podemos todos aportamos y Podemos no se explica por una, dos o cuatro personalidades. Eso es importante. Incluso en una fuerza política como la nuestra en la que el liderazgo fue desde el principio un instrumento político imprescindible. Ahora hay una coralidad y una necesidad de recuperar el protagonismo de la gente que yo creo que nos debería hacer pensar que Podemos no es el resultado de una, de dos, de cuatro personalidades y de cómo se relacionan. En este caso Íñigo y yo hemos trabajado juntos muchísimos años y ha habido una compenetración intelectual enorme. Hemos hecho muchas cosas juntos, probablemente no haya nadie con quien yo haya firmado tantos artículos académicos como con Errejón. Aun así Podemos está por encima de mí, por encima de Íñigo y por encima de cualquier otro compañero.
¿Cómo definiría sus visiones políticas respectivas? Se dice que Errejón es más peronista, amante del populismo latinoamericano, y que usted sería más un comunista. ¿Responde a la realidad o es esquemático?
Son etiquetas que facilitan la literatura, la manera en que se puede construir un relato, las explicaciones de las cosas. En realidad la formación intelectual del primer grupo de personas de Podemos tiene que ver con una práctica colectiva en la que nos pudimos especializar en diferentes cosas y en la que hay una serie de elementos comunes que nos definen como grupo. Por una parte, el interés que todos teníamos en los fenómenos latinoamericanos, por otra parte nuestras experiencias militantes en movimientos sociales, colectivos de la izquierda radical, y a partir del 15M, a través de la discusión que introdujimos en La Tuerka, una reflexión muy coral en la que participamos muchos sobre las posibilidades de intervención política en España. Todo eso, marcado por nuestro trabajo. Asesoramos a IU, yo estuve después en Galicia con Alternativa Galega de Esquerda. Todas esas experiencias, unidas al hecho de que yo había conseguido abrirme un hueco en los medios de comunicación, nos permitieron lanzar una apuesta política, que fue Podemos. Las etiquetas que tratan de identificar ideológicamente a todos y situarnos para ver quién está más a la izquierda, quién es más moderado… Se producen porque facilita la lectura, el relato. Pero son demasiado esquemáticas para entender cómo pensamos. Lo mejor para entendernos es leer lo que producimos y lo que escribimos, los diálogos entre nosotros...
¿Cuántas almas hay en Podemos, cuáles son las corrientes? Comunistas, anticapitalistas, populistas, indignados del 15M, asociados a CEPS, cristianos de base…
Hay una multiplicidad de posiciones y de historias personales y de biografías, pero en Podemos, por suerte, de momento, no diría que hay diferentes corrientes o almas sino diferentes maneras de ver las cosas, en las que basculamos muchas veces nosotros mismos. Cualquiera que viera un debate en el Consejo Ciudadano o en la Ejecutiva vería cómo cualquiera de nosotros basculamos, en función de los temas y de la discusión concreta. Aunque es muy atractivo calificar con etiquetas y las categorías permiten hacer mapas que nos dan la impresión de entender mejor las cosas, sería muy difícil definir Podemos como una suma de familias políticas que se identifiquen con esas etiquetas. Creo que los elementos fundamentales de Podemos los compartimos todos y que luego en las cosas que podemos discrepar, no discrepamos como grupos organizados, sino como individuos; y eso es positivo.
¿Qué ha pasado en estas últimas semanas, qué balance hace de lo que ha ocurrido en el partido?
En política a veces hay que hacer cambios, mejoras. Esos cambios a veces son difíciles y tienen consecuencias difíciles o incluso desagradables. Pero son imprescindibles. A mí como secretario general me corresponde tomar una serie de decisiones. A veces son muy agradables, divertidas de tomar, y otras son difíciles y desagradables pero no menos necesarias para que vayamos haciendo las cosas mejor. En el caso de una política tan nueva, en una fuerza política en la que el cariño y el amor entre nosotros ha sido tan determinante, seguramente cualquier cambio, cualquier decisión difícil se acusa más. Pero eso forma parte de lo que somos y a mí me gusta que seamos así. Que a nosotros se nos note la tristeza cuando tomamos una decisión difícil en lugar de una sonrisa mal dada creo que habla bien de nosotros.
¿Diría que ha sido una crisis, una fractura, una implosión, una pre-refundación? ¿O un golpe de mano de la Secretaría General?
Diría que es un cambio que recoge una tendencia que es necesaria. Se lo decía a los secretarios de organización cuando hablaba con ellos, les decía que el modelo organizativo surgido de Vistalegre fue seguramente imprescindible para esa etapa pero que ahora toca abrir una etapa nueva, una etapa en la que necesitamos más protagonismo de los territorios, de los círculos, una etapa distinta a aquella en la que teníamos que construir un partido a toda velocidad y afrontar una serie interminable de procesos electorales que eran difíciles. Ahora ya somos otra cosa, estamos mucho más consolidados y creo que toca recuperar un tono organizativo distinto que apueste de manera inequívoca por el protagonismo de la gente y de los círculos. Por eso creo que si el Consejo Ciudadano tiene a bien respaldar la candidatura de Pablo Echenique para ser secretario de Organización, creo que él va a encarnar de manera perfecta ese cambio de tono.
Empleó un tono muy duro en el comunicado de la destitución de Sergio Pascual, en el que algunos han visto un tufo al viejo PCE. Quizá sus votantes echan de menos un poco de autocrítica. ¿Qué errores cree haber cometido desde el 20D? ¿Es consciente de haber cometido errores?
Seguramente sí. Cualquier error político que cometa la organización yo lo tengo que asumir como propio. La crítica y la autocrítica son fundamentales. Muchas veces nosotros, y yo en particular, no somos capaces de comunicar con eficacia. Eso implica un manejo de los tonos y de los registros con los que, a veces, acertamos, y con los que, otras, no acertamos. Eso está muy bien verlo, y cuando te das cuenta de que lo podíamos haber hecho mejor, pues tratar de mejorarlo.
Para ser concretos ¿está hablando de la cal viva y del beso a Pedro? Me refiero al tono...
No necesariamente... En los debates parlamentarios los tonos son duros. Hay que recordar las cosas que se nos dijeron a nosotros. Pero es verdad que muchas veces los tonos pausados y calmados son más eficaces que los tonos más duros. Eso es una cosa que también se va aprendiendo con el tiempo. No es menos cierto también que nosotros estamos donde estamos precisamente porque a veces supimos mantener un tono duro. Mientras el cinismo campaba a sus anchas en los discursos políticos, nosotros fuimos capaces de hablar políticamente del dolor. De decir que mientras estamos hablando aquí, hay gente que está sufriendo mucho, gente a la que están echando de sus casas y gente que lo está pasando muy mal. Pero la política también es el arte de la modulación, y la clave es saber encontrar en cada momento el tono que funciona mejor.
Ha dicho antes que tenía mucha complicidad con Errejón. En pasado. ¿Teme que acabe yéndose del partido?
No lo creo. Del mismo modo que nadie es imprescindible en Podemos, tampoco sobra nadie en Podemos. Estoy convencido de que todos, en este proceso y en este camino, seguiremos aportando lo mejor de nosotros mismos.
¿Qué errores ha cometido Errejón?
Yo creo que Íñigo lo ha hecho bastante bien. Es una magnífica cabeza, es un magnífico intelectual que además practica la política, es un intelectual útil, con el que ha habido una gran complicidad. Y estoy convencido de que la colaboración intelectual y política con Íñigo y con todos los demás compañeros, con Carolina Bescansa, Rafa Mayoral, Pablo Bustinduy… con todos los compañeros con los que trabajo va a continuar, porque además es un elemento imprescindible dentro de Podemos. La política también tiene fases, tiene épocas, y todos estamos madurando mucho: estas semanas en las que han ocurrido décadas, estos meses en los que ha pasado tanto tiempo en España, nos han hecho madurar. Lo que estamos viviendo son momentos de maduración que pueden tener sus puntos dolorosos pero creo que nos van a sacar mucho más fuertes y mucho más eficaces. Nosotros, al fin y al cabo, hemos tenido que hacer en dos años lo que otros han podido hacer en diez o en quince. Es lógico que eso implique ciertos momentos traumáticos, es normal.
Emmanuel Rodríguez ha escrito en Diagonal que los dimitidos del Consejo Ciudadano y otros errejonistas llevaban meses negociando con el PSOE y C’s una moción de censura contra el PP en la Comunidad de Madrid. ¿Usted lo supo?
Yo hablé con José Manuel López (líder de Podemos en la Asamblea de Madrid), que me transmitió esa posibilidad, y le dije que era, evidentemente, una posibilidad interesante, que era una cuestión enormemente importante que teníamos que debatir con calma, que de alguna manera revelaba una contradicción de Ciudadanos, que ante la posibilidad de un gobierno distinto en la Comunidad de Madrid daba la impresión de que prefiere al Partido Popular. Es una opción que hay que pensar y efectivamente sí me han transmitido que es algo a lo que estaban dando vueltas...
¿Y eso lo hizo un grupo afín a Errejón sin su conocimiento?
En ningún caso. De hecho, en el Parlamento no se funciona por grupos ni por corrientes. En todos los parlamentos se funciona orgánicamente como grupo parlamentario y evidentemente tienes que informar, y las decisiones las toma el Consejo Ciudadano, como no podría ser de otra manera.
Hablemos de las confluencias. Las relaciones con Galicia, Valencia y Catalunya no parecen demasiado fluidas...
Yo creo que en esos tres lugares el resultado electoral de los encuentros, que en cada sitio han tenido matices diferentes, han sido buenos. La unión de Podemos con otros actores políticos, tanto en Cataluña como en la Comunidad Valenciana como en Galicia ha producido resultados electorales espectaculares. En Cataluña, al igual que en Euskadi, donde íbamos solos, hemos sido la primera fuerza política, y en la Comunidad Valenciana y en Galicia, igual que en Madrid, en Canarias, en Navarra y en Baleares, donde íbamos solos, hemos sido segunda fuerza. Creo que las cosas van bastante bien y hay bastante satisfacción por parte de todos los actores respecto a cómo han funcionado esas confluencias, y estoy convencido de que se repetirán. Hay una relación en algunos casos de verdadera amistad, por ejemplo, con Yolanda Díez en Galicia, es amiga mía desde hace muchos años, políticamente nos entendemos muy bien, con Xosé Manuel Beiras me entiendo muy bien, con Mónica Oltra me entiendo de maravilla, así como con los compañeros catalanes... Creo que las cosas han funcionado muy bien.
Gerardo Tecé, desde Sevilla, le pregunta: Cataluña y Andalucía han sido tradicionalmente las grandes bolsas de votos que han llevado al PSOE al Gobierno estatal. Parece claro que son las mismas bolsas de votos que Podemos necesitaría para no ser acompañante, sino cabeza de cartel. En Cataluña las cosas les van bien, pero en Andalucía, que es el lugar donde el paro y la desigualdad pegan más fuerte, un lugar que teóricamente debiera ser terreno sembrado para Podemos, están muy, muy lejos del PSOE. Les doblaron en voto en las generales. ¿A qué se debe?
A la estructura social de España. Aun así, lo que nosotros hicimos en Andalucía es increíble, en las elecciones de marzo tuvimos más del 14% y en las elecciones generales, en torno al 17%, ¡en Andalucía! Es verdad que nuestro voto se ha concentrado, como históricamente el voto del cambio en España, en las grandes ciudades y las periferias, en zonas más industrializadas. Aun así, el resultado en Andalucía, para lo que es la estructura social de este país y de Andalucía, es impresionante. Es un desafío mejorarlos. Teresa Rodríguez tiene muy claros los pasos que tenemos que dar para seguir avanzando en Andalucía y ganar. El análisis de Gerardo es correcto: para el Partido Socialista fueron fundamentales esos dos bastiones simultáneamente, Zapatero no hubiera ganado sin contar los resultados en Cataluña y en Andalucía. En Cataluña parece que ahora la fuerza hegemónica somos nosotros y en Andalucía va a costar un poco más pero creo que estamos trabajando en la buena dirección.
Está usted entrando en la segunda parte de la entrevista a Pablo Iglesias, secretario general de Podemos.
En estos dos últimos bloques, Iglesias analiza de forma exhaustiva la situación política española y, más brevemente, la europea.
Durante la conversación, Iglesias muestra su cara más profesional, suave y constructiva. Vestido con piel de cordero, usa a menudo el latiguillo “yo creo que” para dar una imagen más dialogante y escapar de las reiteradas acusaciones --incluso internas-- de arrogancia. Afirma que la gran coalición sería un suicidio para el PSOE, y anima a los socialistas a volver a su programa electoral y a abandonar el "pacto de derechas" con Ciudadanos para formar un gobierno con Podemos, IU, Compromís y los votos favorables del PNV, incidiendo en que la abstención de los grupos catalanes, que el PSOE se niega en redondo a negociar, no supondría ningún deshonor o trauma.
Iglesias argumenta que, si el PSOE rectifica tres puntos clave de su acuerdo con C’s (reforma laboral, reforma fiscal, salario mínimo), Podemos no pondrá ningún obstáculo a que Pedro Sánchez sea presidente, y devolviéndole la anáfora de la investidura, añade que, si este quiere, puede haber un Gobierno progresista "la semana que viene”.
Al mismo tiempo, el líder del partido morado subraya que la presión que ha sufrido Sánchez por parte de su partido y de los poderes financieros es "asfixiante", y reitera la idea de que esos poderes no dejarán que el PSOE pacte con Podemos. Pero descarta que su partido se plantee abstenerse in extremis para dejar gobernar en minoría al PSOE con C's: "Cuando una fuerza política con 5,3 millones de votos le dice a otra con 5 millones, en una situación en la que podrían gobernar juntos perfectamente, 'no, usted pase a la oposición, que va a influir mucho…'. Pues lo mismo podríamos decir nosotros: pasen ustedes a la oposición e influyan".
Sobre Europa, cuenta que mantienen contactos con diversas fuerzas de izquierda (Bloco de Esquerda, PS belga, disidentes del PS francés, Mélenchon...) para forjar alianzas capaces de modular la política económica de la UE. Su idea es que "hay que construir un nuevo espacio con los sectores de la socialdemocracia que quieren recuperar los estados del bienestar en Europa".
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2014.11.09 09:53 EDUARDOMOLINA Artículo de Jesús Maraña comentando el de Juan Luis Cebrián en el País de ayer

• Jesús Maraña, en Infolibre Hay cosas que si no se escriben en caliente, seguramente jamás las escribiríamos, o al menos no lo haríamos de la misma forma. Lo que sigue está escrito en caliente, después de leer la página publicada este sábado en el diario El País bajo la firma de su presidente y director-fundador, Juan Luis Cebrián. Lleva por título ‘Las corrupciones’ (que podría estar inspirado en el estupendo libro de Jesús Torbado, aunque no se cite).
Vayamos por partes, como haría Jack El Destripador pero sin la menor acritud.
– Sostiene Cebrián en el primer párrafo que, aunque sean “muchos y sonados los casos de abuso, fraude, robo, blanqueo..." que parecen haber cometido “cientos de políticos, empresarios y representantes sindicales en nuestro país…” lo peor no es eso, porque al fin y al cabo tiene razón “la casi totalidad de la clase política” cuando asegura que “los delincuentes son una minoría”. Lo peor según Cebrián es que “ninguno, o muy pocos” reconocen que nos hallamos ante una “tangentópolis a la española, en donde la corrupción es sistémica”, y sólo podrá ser atajada “con medidas que reformen en profundidad el sistema”.
Ha tardado tanto tiempo Cebrián en darse cuenta del carácter “sistémico” del problema que hasta resulta enternecedor cuando termina ese primer párrafo expresando su gran preocupación ante la posibilidad de que el “actual régimen político” pueda “implosionar, llevándose por delante lo que hasta ahora había sido el periodo de mayor libertad, estabilidad política y crecimiento económico de la historia de España”.
– Sostiene Cebrián en el segundo párrafo (y es el mismo Cebrián que en los meses anteriores a las elecciones europeas del 25-M ni se enteró, como tantos de nosotros, de la fuerza de Podemos), que esos “recién llegados”, “una expresión populista de las enfermedades infantiles del socialismo”, constituyen “la principal amenaza a nuestra democracia”. Pero no por ellos mismos, incapaces para Cebrián de hacer la O con un canuto, sino por lo que denominan “la casta… el entramado político, social, económico y mediático que viene gobernando este país en las últimas décadas”.
En este punto ya no se sabe si el autor no se ha tomado la medicación o si supone que todos sus lectores toman pastillas para borrar la memoria. Escribe Cebrián ¡en tercera persona! sobre “el entramado político y mediático que ha gobernado…” Como si él hubiera estado en Marte durante los últimos 35 años. Como si no hubiera sido el periodista y después empresario con mayor influencia en la política española. Como si no supiera lo que significa eso de las “élites extractivas” que él mismo cita. Como si no hubiera dirigido y presidido el diario y el grupo multimedia de mayor audiencia, con todos los recursos a su alcance para haber denunciado desde el origen (o al menos en su apogeo) el carácter “sistémico” de la corrupción rampante.
– Sostiene Cebrián en el tercer párrafo algo que quizás tenga que reprocharle el Defensor del Lector de su propio periódico. “Corren rumores, probablemente fundados…” Hubo un tiempo en que el Libro de Estilo de El País prohibía expresamente hacerse eco de rumores (por muy fundados que fueran). Su fundador y presidente da veracidad a los rumores que dicen que “la deferencia permanente de las cadenas televisivas de Berlusconi y Lara” con los líderes de Podemos, “a los que han encumbrado ofreciéndoles tribuna permanente” sería fruto del análisis de “los consejeros electorales del PP” para fomentar la fragmentación de la izquierda.
Que la irrupción de Podemos provoca la fragmentación en la izquierda es algo que podría haber deducido Kiko Rivera, Paquirrín, sin dejar de pinchar discos, que es lo suyo. Podría detenerse Cebrián en analizar las causas que han facilitado el enorme espacio que parece ocupar Podemos en la izquierda. Podría haber citado, por ejemplo, el hecho de que la mayor catástrofe electoral del PSOE en su historia no dio paso desde 2011 a una renovación profunda imprescindible que buscara la recuperación del electorado perdido, sino a dos años largos de caída en picado mientras Cebrián defendía a capa y espada a Alfredo Pérez Rubalcaba como guardián de las esencias del “régimen” frente a esos “infantiles” experimentos de primarias abiertas o cualquier otra propuesta que pusiera en riesgo los sillones de tantos amigos o compañeros de viaje. Según Cebrián, la irrupción de Podemos se debe a una confabulación estelar entre los asesores del PP, los italianos (unos romanos, otros venecianos) que controlan las dos grandes cadenas privadas de televisión (gracias también a la 'inmejorable' gestión especulativa del propio Cebrián al frente de Prisa) y los méritos de una corrupción “sistémica” que por supuesto no tiene nada que ver con “el periodo de mayor libertad, estabilidad…" y blablablablablá de la historia de España.
– Sostiene Cebrián en el cuarto párrafo que la solución está en las “reformas estructurales”, que concreta en la ley electoral, la financiación de los partidos, una reforma de la Administración que “elimine miles de municipios y cargos políticos…”, la lucha contra el fraude fiscal, el reforzamiento de la independencia judicial, etcétera, etcétera. Nada que no haya reclamado, por ejemplo, la Izquierda Plural reiteradamente.
Se viene tan arriba Cebrián en la exigencia de reformas que hasta propone “incorporar a las escuelas una educación para la ciudadanía que instruya a las nuevas generaciones en los valores cívicos de la democracia…” No cita el autor el hecho de que el PP eliminara de un plumazo esa asignatura, ni tampoco recuerda que él mismo, ante una junta de accionistas de Prisa, se felicitó de que la “Ley Wert” que suprimía la Educación para la Ciudadanía mejoraría sin embargo los resultados de la compañía en los siguientes ejercicios, gracias a la venta de nuevos textos escolares por la editorial Santillana.
– Sostiene Cebrián en el quinto párrafo que las instituciones del “régimen” están tocadas. Desde la monarquía hasta el Tribunal Constitucional o el de Cuentas hasta el mismísimo Parlamento, “viva expresión de la lejanía de los partidos hacia sus votantes”; incluso “los medios de comunicación, enfrentados a una verdadera crisis existencial”.
Lo dice el presidente de El País que lleva más de diez años diciendo que la prensa se muere, a la vez que regala en Internet un día antes los contenidos del papel que vende al día siguiente. Lo dice el mismo que ha ido prescindiendo de centenares de periodistas al tiempo que seguía incrementándose sus bonus e incentivos, a la vez que su grupo de comunicación se hundía en la bolsa e iba vendiéndose a trozos. Además de crisis existencial, parece una injusta y desigual agonía.
– Sostiene Cebrián en el sexto párrafo que este análisis precedente no es catastrofista. “De ninguna manera”. La corrupción, aunque sea sistémica, no es generalizada sino que produce “un comportamiento anormal y con cierta frecuencia delictivo en el uso y manejo de los fondos públicos”. ¿Sólo en lo público? ¿No ha visto Cebrián que las corrupciones que dan título a su artículo son imposibles sin LOS CORRUPTORES? ¿No tiene interés Cebrián en averiguar quién se ha dedicado durante los últimos 35 años a sobornar, adular, engordar y corromper a conciudadanos elegidos para representarnos en las instituciones?
No se hace Cebrián esas preguntas sino que va directamente a la solución. Y la solución está… pamparabampampampam… en las propuestas del Consejo Empresarial para la Competitividad, que define como “la única alternativa concreta al programa de Gobierno”. Donde estén las soluciones que propongan los cuatro o cinco grandes del Ibex que se quiten todos los partidos políticos, nuevos o viejos. “Si los mayores empresarios ofrecen un plan para que el paro descienda vertiginosamente en nuestro país…” (Alierta anunció esta semana que con ese plan podrían crearse 2.300.000 empleos en cuatro años). En una cosa tiene razón Cebrián: ese plan del Consejo de Competitividad “merece un debate en toda regla y sin chascarrillos”. Deberíamos analizar exactamente cuáles serían los motores de ese crecimiento y qué tipo de “empleos” crearían; si se contempla o no elevar el salario mínimo o eliminarlo; si admiten topes salariales a los grandes ejecutivos o la flexibilidad sólo afecta a los trabajadores; si alienta estímulos públicos a nuevos sectores que sustituyan al ladrillo o sólo interesa incentivar la venta de automóviles; si la generación "más preparada de la historia y blablablabla" tiene que seguir emigrando o quedarse para ocupar puestos de camareros o pinches de cocina; si cuando las grandes empresas reclaman reducir el fraude fiscal incluyen o no el compromiso de no pagar impuestos en Luxemburgo, Irlanda o Panamá sino aquí, donde lo hacemos los asalariados o los autónomos… Ese debate no sólo es interesantísimo sino muy conveniente.
Como diría Cebrián, corren rumores (absolutamente fundados) de que algunos de los principales miembros del Consejo de la Competitividad se sientan a su vez como acreedores (y ya involuntarios accionistas) en el consejo de administración de Prisa, lo cual puede hacer mucho más convincente para Cebrián cualquier plan que se proponga desde el poder económico a los partidos políticos.
– Sostiene Cebrián en el séptimo y último párrafo que “estamos en el umbral de una renovación generacional y de cuadros como no ha existido desde el inicio de la Transición”. Cebrián acaba de cumplir 70 años y ya hace casi dos que explicó a su plantilla que los periodistas de más de 50 años no encajaban en la nueva etapa del periódico. Pero en este párrafo está la conclusión de la página y la solución a ‘Las corrupciones’. El autor hace una reivindicación explícita de “la democracia representativa y del bipartidismo mitigado [sic] como mejores métodos de garantizar la alternancia en el poder y…”
Aquí puede haber tenido un lapsus. ¿No debería ser al revés en todo caso? Cebrián concluye su página con el mensaje que quiere lanzar: la defensa del bipartidismo (no cita pero se entiende la necesidad probable de una Gran Coalición PP-PSOE que “mitigue” la fragmentación de la izquierda) como única garantía de la democracia frente al “populismo”, el “nacionalismo irredento”, “los cuentos chinos de los tertulianos de la tele”, etcétera. Pero lo que escribe es que el bipartidismo garantiza “la alternancia del poder”. Que realmente es lo coherente con la biografía de Juan Luis Cebrián. Lo esencial no es la política sino el poder; lo importante no es tanto el periodismo como el negocio periodístico; lo preocupante no es tanto que haya corrupción “sistémica” sino que la podredumbre del sistema llegue a descuartizar los mimbres del poder.
Cebrián puede estar acertado en parte de su diagnóstico, y sólo el futuro dirá en qué medida exacta. ¿Será Podemos un movimiento netamente táctico, de carácter populista, cuya última intención sea sustituir a una "casta" por otra y merendarse a tanta gente digna de la izquierda con la excusa de la 'renovación generacional'? Lo dirá el tiempo, pero sobre todo lo dirán los ciudadanos, a los que Cebrián podría tratar también como mayores de edad que no tienen por qué caer ingenuamente en las trampas que tienden consejeros del PP, tertulianos de la tele y demagogos sin cuento.
'Las corrupciones' no era el título original de aquella novela publicada por Jesús Torbado en 1965. La censura prefirió ese título al de 'Las descomposiciones' que había puesto el autor. Y a ese título respondería mejor el fondo del artículo de Cebrián, todo un aviso del miedo a la descomposición del sistema. Un aviso que emerge tras la última encuesta de El País, el barómetro del CIS y otros sondeos electorales. Después de meses resistiéndose a asumir que algo muy serio está ocurriendo en la sociedad civil, suenan todas las alarmas y los guardianes del poder tocan a rebato. Puestos a sugerir lecturas a portavoces del miedo, viene a cuento recordar a un periodista insobornable, Manuel Chaves Nogales, que vivió y sufrió una España a la deriva: "Si los españoles abusan alguna vez de libertad, démosles más libertad aún, porque los males de libertad sólo con libertad se curan". Libertad sin ira, claro.
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